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COVID. Não basta abrir leitos, é preciso “cessar a produção de doentes”, afirma Arita aos deputados

Secretária participou de reunião em que falou do “pior momento da pandemia”

Arita Bergmann fala: “vírus está presente em todo o estado, de forma acelerada, com uma velocidade nunca vista” (foto Reprodução)

Da Agência de Notícias da Assembleia Legislativa / Por Marinella Peruzzo

Comparando a situação do Rio Grande do Sul no dia 24 de janeiro deste ano, quando havia 2.370 pessoas internadas por Covid-19 (em leitos clínicos e de UTI), à do dia de hoje, 24 de fevereiro, com mais de 4.500 pessoas nessa situação, a secretária estadual de Saúde, Arita Bergmann, reforçou que o estado vive o seu pior momento na pandemia. “É assustador”, declarou. “Em um mês, nós dobramos o número de pessoas em leitos clínicos e de UTI”. 

A secretária participou de reunião técnica promovida em ambiente virtual pela Comissão de Saúde e Meio Ambiente e pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, nesta manhã. O debate foi conduzido pela presidente da Comissão de Saúde, deputada Zilá Breitenbach (PSDB), com a participação do presidente do Parlamento, deputado Gabriel Souza (MDB), e demais deputados, que expressaram preocupação com o agravamento da pandemia no estado. 

Segundo a secretária, não basta abrir leitos. “É preciso cessar a causa da transmissão, a produção de doentes”, frisou. Ela informou terem sido abertos 119 leitos de UTI em janeiro e outros 65 somente na semana passada, devendo ser abertos ainda mais 62, totalizando assim 127 leitos neste mês. Acrescentou, porém, que todos os dias surgiam de 50 a 60 pessoas em média precisando de leitos. “Não há mais possibilidade, principalmente em função de equipes, de continuar abrindo leitos, porque não resolve”, afirmou a secretária. “Temos é que trabalhar muito para estancar a geração do vírus, porque ele está presente em todo o estado, de forma acelerada, com uma velocidade nunca vista, nem na primeira onda, em final de julho/início de agosto, nem na de dezembro, que foi um período bem difícil”, considerou. “Esta é mais acelerada, mais grave, as pessoas se internam com muita rapidez e precisando de leitos de UTI”, disse.

Sobre a possibilidade de abertura de leitos em hospitais de campanha, a secretária disse que para aqueles de UTI era difícil o seu aproveitamento. Já em relação aos leitos clínicos, havia hoje 6.255, com taxa de ocupação de 48%. Além disso, vários hospitais vinham ligando para oferecê-los.

A secretária também apresentou dados sobre o cronograma de vacinação e o que foi feito até o momento. Disse que o dia 18 de janeiro foi um dia histórico, quando deram início à vacinação no estado, a partir da chegada de 340 mil doses da Coronavac. Depois, teriam recebido mais 53 mil doses da Coronavac e 116 mil da Astrazeneca e, a seguir, mais 704 mil doses das vacinas. Contou que tiveram pelo menos três reuniões com o ministro da Saúde e que foram incisivos ao pedirem agilidade no envio de vacinas e a inclusão de professores no grupo prioritário.

Segundo a secretária, o ministro apresentou um cronograma prevendo que até 28 de fevereiro entregaria 11,3 milhões de doses de vacinas (9,3 milhões da Coronavac e 2 milhões da AstraZeneca ) e, até 30 de março, 44 milhões de doses, chegando até o final do ano a um total de 350 milhões, no entanto, até a data de hoje, não havia se confirmado ainda a compra dos 9,3 milhões de vacinas do Butantan.

O que havia de concreto, segundo ela, era a entrega de 2 milhões de doses da AstraZeneca e de 1,2 milhão de doses da Coronavac no país. Disse que no RS as vacinas Coronavac seriam reservadas para a segunda dose das 53 mil recebidas no início de fevereiro e as 135 mil doses da AstraZeneca deveriam ser destinadas aos idosos com menos de 85 anos.

A secretária assegurou ainda que se o Ministério não cumprisse o calendário apresentado, o estado teria agora a possibilidade de iniciar as negociações diretas para a compra de vacinas a partir da alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2020 por meio do PL 11/2021, aprovado ontem pela Assembléia Legislativa e sancionado nesta manhã em ato no Palácio Piratini.

Ela ainda mencionou os relatos de pessoas que teriam “furado a fila” da vacinação e disse que as denúncias poderiam ser feitas pelo site da secretaria em coronavirus.rs.gov.br/denuncia-fura-fila. Até o momento, segundo ela, o numero de denúncias era de 853…”

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