No papel. Oficina define projetos para os quatro anos do governo gaúcho Yeda Crusius. Hein?!
Tem coisas que meu bestunto não consegue entender. Deve ser falha dele, provavelmente, e portanto não leve muito em consideração se o que eu estiver escrevendo é uma bobagem daquelas bem grandonas. Em todo caso, como além de burrinho sou meio metido, ainda espalho o que penso.
Por exemplo: como podem os governos estabelecerem planos estratégicos (o que é muito bom, aliás) em meio (mesmo que no início do em meio) a uma administração? Isso não é feito aaaantes de começar a dita cuja? E normalmente não vêm, os tais projetos, expressos no Plano de Governo que é apresentado aos eleitores?
Bem, sempre foi assim, desde os tempos (a cabeça nem tanto, mas a memória às vezes me salva, mesmo sem arquivo escrito) em que eu (e o Ônix Lorenzoni, que é da mesma geração) militava no movimento estudantil universitário, na UFSM. E estou falando, aqui, do fim dos anos 70 (Xô, regime militar!), início dos 80.
Será que mudou tudo agora? Mas eu andei lendo alguns planos de governo, pedaços, é verdade, pois não acredito muito neles. E, ficção por ficção, prefiro best-sellers americanos (gosto, que fazer!). Mas no que li e ouvi, e vi na televisão, não constava uma série de coisas, inclusive aumento de impostos – para ficar num só ponto de um eventual projeto.
Então, responda você, que é mais inteligente que eu, a léééguas de distância: se há um plano de governo, que precede o próprio, o que significam as palavras Planejamento estratégico para o Desenvolvimento do Estado, tema de uma oficina feita durante dois dias (e que ainda não é conclusiva), promovida pelo estafe do governo de Yeda Crusius? Hein?
SUGESTÃO DE LEITURA – leia aqui a notícia Estudos de planejamento estratégico para desenvolvimento do Estado são apresentados à governadora, oriunda da Assessoria de Imprensa do Palácio Piratini





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