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KISS, 97 MESES. Júri ainda sem data e o local talvez mude. O que não se modifica é a luta por JUSTIÇA

Confira também o texto de Daniela Arbex sobre a tragédia e a impunidade

Depois das ações feitas pelos oito anos, completados há um mês, chega-se ao outro dia 27, agora completando 97 meses da tragédia, sem que se tenha certeza de quando e nem onde (há recursos pendentes que podem mudar o local, hoje previsto para a capital) haverá o júri popular dos quatro réus denunciados pelo Ministério Público.

A única coisa que não muda, isso sim, é a tenacidade dos familiares e amigos das vítimas, 242 meninos e meninas chacinados no incêndio da boate Kiss, naquele último domingo de janeiro de 2013. Nenhum deles desiste. Nem podem. Eles querem Justiça. E ainda não a têm.

Aliás, é sobre a impunidade, entre outros temas, que trata o texto da jornalista Daniela Arbex. Ele foi publicado no PERFIL de Ligiane Righi da Silva (esposa de Flávio e a mãe de Andrieli, uma vítima) no Facebook e é de onde este site reproduz a seguir:

“Quando se fala em boate Kiss, onde 242 jovens morreram asfixiados após um incêndio, a gente se lembra de impunidade. É no mesmo Brasil onde o congresso blinda seus políticos – eleitos e pagos pelo povo -, que o crime ocorrido na casa noturna se arrasta há oito anos sem que ninguém seja responsabilizado: nem o município de Santa Maria, nem o Estado do Rio Grande do Sul, nem os agentes diretos da tragédia.

Quase três mil dias após o ocorrido, ninguém foi preso. E nenhum familiar foi indenizado nas esferas legais. Nenhum. Os juízes de primeira instância não reconhecem a responsabilidade dos entes públicos no evento. O entendimento do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul é diferente. No TJRS, os desembargadores conseguem enxergar o óbvio: a omissão do poder público no funcionamento de uma boate que não cumpria os requisitos mínimos de segurança.

Desta forma, o Tribunal condenou recentemente o município e o Estado, de maneira solidária, a indenizar em R$ 109 mil os pais de um jovem de 19 anos. E, claro, haverá os recursos protelatórios de sempre. O dinheiro jamais vai reparar a perda de uma vida. Jamais. Mas a indenização é um direito das famílias e, mais uma vez, esse direito está sendo violado.

No país que não se pode prender deputados assassinos ou corruptos, pode-se matar 242 pessoas de uma só vez. A impunidade, por sua vez, mata os pais lentamente. Gente que está adoecendo e que já perdeu sua capacidade de trabalho.

É nesse Brasil, onde o pior exemplo vem de cima, que os pais da Kiss lutam para sobreviver. Lutam, acima de tudo, para manter a memória de seus filhos. Transformaram o luto em luta. Tornaram-se incansáveis, sacrificando a própria saúde. No Brasil de gente de verdade há grandes exemplos de coragem e de amor”. (AQUI , para conferir o original)

NOTA DO EDITOR: este site, como faz a cada dia 27, e não é diferente agora, publica a imagem com os nomes dos 242 meninos e meninos chacinados. E assim será, até que se faça JUSTIÇA.

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