Abdo Mottecy. Uma das figuras locais contra o regime militar não pensa em descanso
Foi, salvo engano, em 1988. Abdo Mottecy se elegeria vereador. Alguns meses antes, disse a ele, no centro da cidade: seu Abdo, não sei em quem votarei, mas aos meus amigos que forem votar no PMDB, sugerirei o seu nome. Anos depois, Abdo, essa figura fundamental da política santa-mariense da segunda metade do século XX em diante, lembraria da história, quando pediu a uma de suas filhas que fosse ao jornal A Razão, que eu então editava, para buscar o autógrafo ao primeiro de meus dois livros: E esse futuro que não chega (ou como se comportam os que detêm algum poder em Santa Maria).
Pois Abdo Mottecy está prestes a completar 81 anos. E não pára, como demonstra reportagem assinada pela jornalista Júlia Barcellos, e que A Razão está publicando neste final de semana. Se houvesse uma só leitura a ser recomendada para este domingo, esta seria a reportagem sobre o veterano militante do PMDB. Que se orgulha, por exemplo, de ter abonado a ficha de Nelson Jobim duas vezes. Na primeira, quando o hoje ex-ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal entrou na política partidária, em 1986. E a segunda agora, quando deixou a instância maior do Judiciário e refiliou-se ao partido de Ulysses Guimarães.
É bom saber que Abdo não descansa. É importante que ele se mantenha ativo. Enquanto isso acontecer, algumas coisas da política podem até acontecer. Mas terão, nele, um ativo combatente pela história do (Pe)emedebismo. O que é bom, convenhamos.
SUGESTÃO (ÓBVIA) DE LEITURA – leia aqui a reportagem Abdo Mottecy: a história de quem faz história, assinada por Júlia Barcellos e publicada na edição deste fim de semana do jornal A Razão.





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