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Pffff… Reforma política, aquela idéia grandona, fica resumida à fidelidade. E olhe lá!

Não sou o Riudson Glitter (que assina a coluna “Nossa society é um estouro!”, que publico às sextas-feiras), mas vou me valer de um artifício comum a ele: os títulos de suas notas são, sempre, o nome de um filme.

 

Pois, a propósito da reforma política, tão falada, comentada, digerida e por fim recusada de forma solene, recordei do filme britânico (salvo engano) “Muito barulho por nada”.

 

Pretensiosa, a proposta queria listas fechadas, financiamento público de campanha, fim das coligações proporcionais, fidelidade partidária. Faz três semanas que a tal reforma está na ordem do dia da Câmara dos Deputados. E nada.

 

Ou quase nada. Talvez, taaaalveeeez, nesta quinta-feira se vote a fidelidade partidária. Mas, como há duas sugestões, uma obrigando o parlamentar a ficar três anos, outra quatro anos, na mesma agremiação, duvido que prospere qualquer das duas.

 

Ah, nesta quarta se pretendia votar – depois que as listas foram pro beleléu – o financiamento público das campanhas majoritárias (o que já seria um disparate, mas enfim seria alguma coisa) e o fim das coligações para os pleitos proporcionais e a criação das federações partidárias. Perto das 10 da noite, filigrama regimental mandou tudo para os cafundós.

 

E sobrou a fidelidade. Que o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, diz pretender votar nesta quinta-feira. Provavelmente está brincando. Ou falando sério – o que torna a coisa ainda mais trágica.

 

EM TEMPO: ainda se prevê a votação do financiamento público e outras medidas na próxima terça-feira (como você pode conferir na sugestão de leitura, ali embaixo). Mas quem acredita?

 

SUGESTÕES DE LEITURAconfira aqui a notícia “Emenda aglutinativa à reforma política não vai a voto”, divulgada pela Agência de Notícias da Câmara dos Deputados.

Leia também a reportagem “Deputados conseguem impedir votação da reforma política”, assinada por Luciana Nunes Leal e Denise Madueño, d’O Estado de São Paulo.

 

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