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O que podemos comemorar com o aniversário de Santa Maria? – por Giuseppe Riesgo

Alegrias e aflições do articulista, nascido e criado na cidade que fez 163 anos

Na última segunda feira, dia 17, Santa Maria completou 163 anos. O coração do Rio Grande pulsou e nos fez relembrar seus grandes momentos e o quanto essa cidade propicia a sua gente e àqueles que por ela passaram. Em síntese, é impossível negar que Santa Maria deixa uma marca em quem por aqui passa. Em quem, por aqui, vive.

Uma das grandes lições liberais dispostas é de que a vida se vive na cidade. Dessa vertente do federalismo deriva um dos principais elementos constituintes de análise liberal: é a cidade que importa. Pois é nela que se encontra o trabalho, se constituem as famílias, as amizades; é nela que se vive em comunidade.

Nesse sentido, Santa Maria ainda tem um enorme potencial para se desenvolver. Somos um polo educacional e militar. Temos um comércio pujante e uma excelente posição geográfica. Em outras palavras, tudo passa por Santa Maria, mas nem tudo fica em nossa cidade. Mas por que hein?

Bem, infelizmente, ainda pecamos por uma burocracia escorchante e uma prefeitura, no mínimo, acomodada. Assim, a atração de investimentos fica comprometida e, com ela, a geração de trabalho, emprego e renda.

A consequência? Uma multidão de pessoas que se qualifica aqui, mas não percebe em Santa Maria as oportunidades para ficar (por mais que ame e queira permanecer por aqui). Eis, possivelmente, o grande desafio a se enfrentar. Gerar crescimento e desenvolvimento para reter talentos e fazer a comunidade aflorar.

Eu devo muito a Santa Maria. Foi aqui que nasci, estudei, me formei e fui eleito deputado estadual da região. É aqui que minha família está. Foi aqui que forjei boa parte dos meus valores e do meu caráter. Foi aqui que, em síntese, aprendi boa parte de tudo que sei. Eu devo muito aos santa-marienses que, com honra e respeito, procuro representar.

É por isso que, diariamente, me aflige ver a cidade estagnada sob um passado glorioso e a força de sua gente. A gente pode muito mais. Podemos efetivamente desenvolver a cidade e torná-la mais livre. Podemos sair do atoleiro e progredir. Se foi em Santa Maria que aprendi (quase) tudo, também é aqui que percebo o quanto ainda temos a crescer e se desenvolver.

Se eu pudesse contar um sonho ou mesmo uma inconfidência, diria que, ver uma cidade mais livre seria um deles. É por isso que, desde que sirvo aos santa-marienses e demais gaúchos, trabalho para dar mais autonomia aos indivíduos e menos poder aos governos.

Não foram os governantes que criaram e fizeram Santa Maria crescer. Foi a nossa gente. Pessoas comuns. Que com o seu suor e trabalho edificaram o coração do Rio Grande. É por essas pessoas que eu trabalho. É por elas que me motivo. É elas que devemos valorizar; que devem prevalecer. Parabéns, Santa Maria. Parabéns, acima de tudo, ao aguerrido e bravo povo santa-mariense.

(*) Giuseppe Riesgo é deputado estadual e cumpre seu primeiro mandato pelo partido Novo. Ele escreve no Site todas as quintas-feiras.

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Um Comentário

  1. Outro ‘daqueles’. Tirando a idade da cidade e a referencia ao próprio mandato, é genérico, poderia ter sido escrito anos atrás ou anos à frente. Chavões e lugares comuns muito ouvidos na aldeia. De Novo, uma espécie de Rede pela direita, nada.

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