Grande bronca. BM quer cobrar para policiar jogos de futebol. Reação já é grande, mas…
As partes estão negociando. No entanto, parece clara a intenção da Secretaria de Segurança Pública do Estado. Seu titular, o delegado federal José Francisco Mallman, quer que a Brigada Militar passe a ser remunerada por seu trabalho no interior dos estádios, durante jogos de futebol.
Obviamente, os dirigentes dos clubes, que garantem ter direito ao policiamento, obtido através de liminar judicial, estão brabos. Do ponto de vista deles, não deixam de ter razão. Afinal, se cobrar, como noticiado, R$ 10 por hora para cada policial, um jogo comum, no Estádio Presidente Vargas em Santa Maria, por exemplo, poderá custar qualquer coisa parecida com R$ 1.000 (20 PMs por 5 horas de trabalho).
Agora, o outro lado. Diz-se que a polícia militar poderia colocar nas ruas, no mesmo período, cerca de 500 PMs. E daí? Garantir segurança para um jogo de futebol é mais importante do que ter os brigadianos em serviço de rua? Aliás, é possível estabelecer a discussão em torno da importância?
Para não dizer que fiquei em cima do muro, acho bastante discutível a história de que um espetáculo esportivo tem interesse exclusivamente público. E, nesse caso, seriam as agremiações, ou sua federação, a responsável pela segurança dos expectadores e dos próprios participantes do evento.
Mas esse entendimento longe está de ser pacífico. E ainda vai render muito, na medida em que se espera uma solução antes do final do ano.
SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui a reportagem Polícia pode deixar de atuar em jogos de futebol no RS, publicada pelo ClicRBS, com informações da Rádio Gaúcha.





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