Economia. Decisão sobre juros, quarta-feira, dirá quem é quem na queda de braço governista
O Banco Central é um organismo de governo. Deveria ser de Estado, acreditam muitos. Mas é governista, goste-se ou não da expressão. Inclusive, seu titular, por iniciativa presidencial e aprovação parlamentar, tem status de ministro. Por isso, Henrique Meirelles, seu presidente, é um homem da confiança de Luiz Inácio Lula da Silva, o Chefe da Nação. Ponto.
Na verdade, ponto e vírgula. Há um embate de uma surdez que ecoa pelos quatro cantos do planeta econômico, em relação à dosagem da taxa de juros básicos. É ela que baliza uma série de ações na vida nacional. O cidadão comum não se dá conta disso, tão preso às questões cotidianas que lhe dizem respeito mais de perto. Mas num simples (?) empréstimo bancário está lá a importância da decisão que será tomada na próxima quarta-feira pelo chamado Copom (Comitê de Política Monetária), que é alguma coisa parecida como Banco Central ampliado.
Há quem defenda uma queda mais brusca e contínua dos juros. Mas existem os que exibam o que chamam de prudência, na condução dos destinos da dita cuja taxa. E estes são os predominantes, desde o início do primeiro governo de Lula.
Existem indícios de que a desaceleração das taxas de juro, que permitiriam supostamente um desenvolvimento mais acelerado, começa a ganhar mais adeptos. Ou, talvez fosse melhor dizer assim, os que querem ser prudentes são em número cada vez menor. Outro dia, um diretor do Ministério da Fazenda, cujo comandante é o desenvolvimentista Guido Mantega, foi demitido. Seria um sinal. Seria.
O melhor mesmo é esperar pela semana que vem. Daí se saberá quem venceu (mais esse) o embate. Se bem que, isso tem mesmo importância? Afinal, como disse o presidente, respaldado cada vez mais pelas pesquisas, o governo é ele. E não o Banco Central. Não?
SUGESTÃO DE LEITURA – leia aqui a reportagem Diretoria perde outro conservador antes de decisão sobre juro, assinada por André Barrocal e publicada na agência Carta Maior.





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