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A data que não pode ser esquecida – por Roberto Fantinel

No centenário de Paulo Freire, articulista lembra da importância da educação

O mês de setembro tem sabor diferente no calendário brasileiro. Comemoramos o Dia da Independência e também o Dia do Gaúcho, mas existe uma terceira data que não deve ser esquecida. Uma data que representa a luta pelo desenvolvimento contínuo e real da educação. Especialmente neste momento, em que vivemos diversas dificuldades de ensino e aprendizagem impostos ou intensificados pela pandemia da Covid-19.

A data que me dedico a escrever neste artigo relembra a importância do centenário de Paulo Freire. Conhecido como “Patrono da Educação”, Freire foi o primeiro educador a pensar em um método educacional voltado para a realidade brasileira. O filósofo da educação hoje é referência para professores do mundo todo, inspirado em inúmeras pesquisas acadêmicas e práticas pedagógicas que são realizadas no Brasil e em vários países do mundo.

O objetivo deste artigo é dedicarmos nosso olhar para a educação e identificar problemas crônicos pela falta de investimento adequados até hoje. Isso por si já explica a situação da educação no país. São apenas duas décadas que separam o Brasil do primeiro Plano Nacional de Educação e a falta de políticas públicas é o grande causador da falta de respeito, diálogo e esperança.

Segundo o IBGE, o Brasil ainda tem 11 milhões de analfabetos; se a educação ainda enfrenta mais um desafio com a crise provocada pela pandemia, um déficit que não foi priorizado.

A educação precisa ser uma pauta prioritária. Estão em nossas mãos os sonhos de um futuro melhor, onde crianças, jovens e adultos estarão alfabetizados. Por essa razão o centenário é tão importante, para que possamos perceber que Paulo Freire foi o educador que plantou sua semente e que hoje, mesmo in memória, vinte e cinco anos após sua partida, ainda colhe os frutos de alguém que sempre acreditou. Que lutou pela educação deste país.

Não devemos esquecer daqueles que lutam em nossas guerras e que estarão sempre guardados em nossa memória. Encerro este artigo destacando o que devemos aprender com tudo isso: a educação é prioridade. Só a educação irá promover novos caminhos para aqueles que mais precisam e para isso “preciso que a leitura seja um ato de amor”, como disse Paulo Freire.

(*) Roberto Fantinel é deputado estadual pelo MDB. Oriundo de Dona Francisca, onde foi vereador, é ex-presidente da Juventude do MDB/RS, integrante do Diretório Municipal do MDB/SM e ex-assessor do governo gaúcho, na gestão de José Ivo Sartori. Ele escreve no site, semanalmente, aos sábados. 

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3 Comentários

  1. Não se sabe o que diz o relatório do gerente de projeto da ESA. Outubro é o mes que a iniciativa privada começa a discutir orçamento, talvez no setor publico seja a mesma coisa. Logo o resultado não necessariamente é a definição da cidade, pode ocorrer adiamento do projeto, pode ocorrer anuncio pendente de orçamento disponivel. Alás, Centro de Aviação do Exercito também forma sargentos, assim como a Escola de Logistica, mas aparentemente não tem nada a ver com a historia.
    Outro detalhe, os alunos da futura escola são provenientes de todo o pais. Não terão salario significativo. Ou seja, utilizarão majoritariamente a rodoviária e não o aeroporto. Hospital Geral da aldeia teria que acomodar mais alguns milhares de usuarios.
    Campos de instrução locais idem. Resumo da ópera: noticia requentada para gerar problemas (para o exercito e eleitorais) não é algo incomum. Só que jornais dos outros lugares também noticiam e as agendas do PR e do governador do Paraná são disponiveis online. Lobby não é algo que algum politico iria deixar de divulgar. Pergunta é: com as propostas na mesa, é necessario fazer lobby? Nesta parte algum imbecil larga ‘dãããã é contra a vinda da escola’. Não, contra a empulhação.

  2. Recife, na verdade Abreu e Lima, ofereceu como ‘contrapartida’ para instalação da ESA 150 hectares de terreno e mais 323 milhões cash. Fora toda a infraestrutura. Ponta Grossa dista de Curitiba o mesmo tanto que Santa Maria de Santa Cruz do Sul. Diferença é uma rodovia duplicada. Curitiba tem Colegio Militar e Hospital Geral. Ponta Grossa fica 800 Km mais perto do centro do pais do que a aldeia (e a proposta deles ressalta isto). Paraná promete doação 50 Km quadrados de área ao Exercito. Aeroporto de Ponta Grossa seria reformado e um hangar seria construido para utilização do exercito. Além disto seria doados 20 mil metros quadrados para construção de vila militar, um novo hospital e ser for o caso, um novo colegio militar. Toda a infraestrtura também está no pacote. Um permuta de area com a Embrapa de 4,5 mil hectares entra no pacote. Ponta Grossa tem um distrito industrial significativo (ou seja, rola dinheiro). Bunge, Cargill, BRF, Heineken, Ambev, Tetrapak, etc. Ou seja, cascata de que já era pareo corrido, Santa Maria só perderia a nova ESA por ‘politicagem’ é só mais uma mentira que rola na aldeia.

  3. 90% das loas que se tecem a Paulo Freire é cascata. Alás, quando se fala ‘melhor do mundo’ ou ‘no mundo todo’ já se tem uma pista. Programas das disciplinas das faculdades pelo mundo inteiro estão disponiveis online. Vermelhinhos gostam de citar o sujeito para o pessoal ir discutir a ideologia deles, ou seja, perda de tempo.

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