Cultura. Chance de ver Na Carne. E debater sobre o dramaturgo Plínio Marcos e sua obraAcont
Acontece nesta segunda-feira mais uma edição do projeto Cultura na Sedufsm. Desta vez, na sede da entidade, acontece a encenação da Na carne, adaptada peça Navalha na Carne, de Plínio Marcos. Com entrada franqueada ao público.
Em seguida, haverá debate, com a presença dos atores. Confira mais detalhes no material distribuído aos veículos de comunicação pela assessoria de imprensa da entidade, em texto assinado pelo jornalista Fritz Nunes. A seguir:
Cultura na SEDUFSM apresenta peça
teatral Na carne na edição de agosto
A edição de agosto do Cultura na SEDUFSM apresentará a peça teatral Na carne, dirigida por Dionatan Souza. A encenação foi adaptada da obra Navalha na carne, do jornalista, ator e teatrólogo Plínio Marcos. O evento, que terá a presença dos atores Tiago Teles, Lara de Bitencourt e Douglas Winkelmann, será realizado na segunda, 13 de agosto, a partir das 19h, no Auditório da SEDUFSM, com entrada gratuita. A atividade será realizada como forma de lembrar o 12 de agosto, data em que se comemora o Dia Nacional das Artes. A duração da peça é de aproximadamente 50 minutos.
Após a exibição haverá um debate a partir da temática expressada pela obra de Plinio Marcos, um diretor que provocou grande polêmica no país entre os anos 1960/70, pelo conteúdo político de suas criações. A abordagem será feita pelo professor Diorge Konrad, presidente do sindicato e professor de História do Brasil, na UFSM, Dionatan Souza, diretor da peça, o professor Marcelo Adams, do curso de Artes Cênicas da UFSM e Atílio Alencar, do projeto Macondo.
História do enredo
A peça Navalha na carne, de Plínio Marcos, se passa em um quarto de bordel, onde a prostituta Neusa Sueli, o cafetão Vado e o homossexual Veludo, empregado do estabelecimento, encarnam a existência subumana e marginalizada. A montagem, proibida pela censura durante o regime militar, na seqüência ganhou repercussão no Rio de Janeiro, dirigida por Fauzi Arap e trazendo Tônia Carrero no papel feminino.
Retrato naturalista do submundo brasileiro em que as gírias, a violência das relações humanas, a situação opressora e a luta de cada personagem constroem um quadro cuja dramaticidade sobrevive ao tempo, Navalha na Carne é a obra mais encenada do dramaturgo, ao lado de Dois Perdidos Numa Noite Suja. A peça pode ser vista como metáfora dos mecanismos de poder entre as classes sociais brasileiras, uma vez que as personagens, embora pertençam ao mesmo extrato social, se dedicam a uma contínua disputa pelo domínio sobre o outro. Nessa disputa, as personagens vão da força física à chantagem pela auto-piedade, da sedução à humilhação, da aliança provisória entre dois na tentativa de isolar o terceiro, mas a possibilidade de juntar suas forças para lutar contra a situação que os oprime nunca é cogitada.
SUGESTÃO DE LEITURA – clique aqui, se desejar mais informações oriundas da assessoria de imprensa da Sedufsm.





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