UFSM. Corte de 18,2% em 2021 torna ‘insustentável’ manter todas as atividades da instituição, fala o reitor

Por SOLANGE PREDIGER (com foto de Reprodução), da Assessoria de Comunicação do Gabinete do Reitor
O Ministério da Educação (MEC) encaminhou para o Congresso Nacional a proposta de orçamento para as Instituições Federais de Ensino Superior para o próximo ano. A Lei Orçamentária Anual de 2021 prevê um corte de 18,2% no orçamento geral das universidades e institutos federais. A proposição é do Ministério da Economia e foi repercutida pelo MEC. Está, no momento, para avaliação no Congresso Nacional.
O reitor da UFSM, Paulo Afonso Burmann, considera que este corte torna insustentável a manutenção das atividades de pesquisa, ensino e extensão na Universidade Federal de Santa Maria. “As universidades já vêm sofrendo com os cortes ao longo dos últimos anos. Em 2020, a crise do Coronavírus exigiu novas práticas e investimentos diversos para ações de enfrentamento à pandemia. Agora somos surpreendidos com mais este anúncio. Em 2021, provavelmente, teremos o retorno presencial, que exigirá a manutenção e fortalecimento de contratos de profissionais de vigilância, de limpeza, de equipes de saúde. As exigências de biossegurança serão muito maiores e as atividades da Universidade não param, ao contrário, a Universidade vem sendo muito mais demandada. Não é possível e imaginável abrir mão de um orçamento justo. Precisamos de investimento e recursos para manter as atividades na Universidade”, destacou Burmann.
Para reverter a situação junto ao Congresso Nacional, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) enviou uma carta aos parlamentares solicitando a correção nos valores do orçamento de 2021 em R$ 1,2 bilhões, montante necessário para a reposição dos valores de 2020, bem como a derrubada do veto da Lei Complementar 173/20 e a revisão do parecer da procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, que desconhece a autonomia universitária. Tanto o veto, quanto o parecer, impedem a reposição de profissionais das universidades. Esta situação acarreta dificuldades para as atividades de ensino, pesquisa e extensão e o necessário apoio administrativo.
A carta menciona diversas ações desenvolvidas pelas instituições de ensino durante a pandemia, chamando a atenção para o fato de que as universidades não pararam. Por este motivo, o documento destaca a necessidade de mais investimento para se adaptar a condições adequadas de biossegurança e para garantir o acesso às novas tecnologias para o desenvolvimento das atividades acadêmicas e administrativas.
Além disso, aponta que, com o corte anunciado, o funcionamento das universidades ficará insustentável e o apoio à assistência estudantil ficará ainda mais prejudicado. A reposição dos servidores, fundamentais para o bom desenvolvimento das atividades realizadas pelas instituições, também é defendida no documento.
Para Burmann, este é um momento que necessita mobilização. “É preciso que conversemos com nossos parlamentares mais uma vez. A decisão ainda pode ser revertida no Congresso Nacional. Se o orçamento for aprovado com este corte de 18,2% não chegaremos até o mês de agosto de 2021”, finaliza o reitor.
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Este corte atinge a Folha de Pagamento?
O orçamento da UFSM consta de Todos os gastos e um corte de x milhões corresponde a quantia % de TUDO.
A folha de pagamento da UFSM é acima do Bilhão, com BI.
Agora só a chapa PCB/PSOL pode salvar a Ufésme.
Primeiro a cascata, o grosso dos recursos de pesquisa vem por outro canal, Capes e CNPq. Não pelo orçamento.
Orçamento ‘justo’ é algo subjetivo, orçamento que ‘a sociedade pode pagar’ (afinal não existe cornucópia em BSB) é mais adequado.
Terceiro, quem acha que a UFSM vai funcionar normalmente sem uma vacina disponível é sonho. Com isto é possível cortar muitos custos, o tempo que os vigias deixavam todas as luzes do prédio acesas durante a noite (talvez por medo do escuro) já devia ter passado.
Próximo ano é alvissareiro para a instituição, ano que Burmann e camarilha saem da reitoria.