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EDUCAÇÃO. Aulas no primeiro semestre de 2022 na UFSM não deverão começar antes do final de março

Sindicato quer maior debate para garantir “retorno seguro à presencialidade”

Dirigentes da Sedufsm e da Reitoria, inclusive o reitor Paulo Burmann, tiveram audiência virtual nesta segunda (Print Bruna Homrich)

Por Bruna Homrich / Da Assessoria de Imprensa da Seção Sindical dos Docentes da UFSM (Sedufsm)

Nesta segunda-feira, 6, integrantes da diretoria da Sedufsm reuniram-se com o reitor Paulo Burmann e outras representações da Administração Central para tratar sobre o calendário acadêmico para o ano de 2022. A ideia é que haja um maior diálogo entre reitoria, comunidade acadêmica, centros de ensino e entidades representativas para garantir que a proposta a ser aprovada no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão contemple as demandas dos segmentos e promova um retorno seguro à presencialidade.

“Compreendemos que o CEPE é uma instância de representação, mas esse é um momento excepcional e por isso acreditamos que seja necessário estabelecer um diálogo desde antes do envio da minuta que versará sobre o próximo calendário. Temos de construir de modo harmônico e seguro para todos e todas”, disse Neila Baldi, diretora da Sedufsm presente à audiência. Os diretores Leonardo Botega e Liane Weber também participaram.

Botega, inclusive, ressaltou que o sindicato docente recebe e-mails e outras formas de comunicação dos filiados e filiadas expressando dúvidas e angústias a respeito do próximo calendário, de um retorno à presencialidade e das adequações que serão necessárias. Levando em consideração as questões trazidas pela categoria, e tendo em vista que uma discussão sobre calendário necessita de ser realizada com antecedência para ser efetivamente democrática, a Sedufsm propôs à reitoria a audiência desta terça.

“Seria interessante se a gente pudesse ter acesso a essa minuta para que consigamos levar uma proposta mais lapidada para o CEPE. Chamamos essa reunião antecipada justamente para que consigamos contribuir”, explicou Botega.

Burmann antecipou que a instituição já possui uma minuta com proposta de calendário para o próximo ano e que o documento em breve deve ser enviado para conhecimento da comunidade acadêmica. Contudo, atualmente a proposta está sob análise do Centro de Operações de Emergência em Saúde para Educação – Covid-19 (COE-E UFSM), tendo em vista que, de fato, há previsão de retorno à presencialidade.

“A primeira coisa é termos o olhar do COE-E, que tem balizado todos os encaminhamentos da universidade, inclusive as estratégias de retorno à presencialidade dos servidores. Tao logo isso esteja arrendondado, a comunidade vai tomar conhecimento da minuta para que possa emprestar suas contribuições ao debate. Por óbvio estamos acompanhando toda a evolução da crise sanitária. Tem horas de preocupação, tem horas em que achamos que as coisas vão se estabilizar ou começarem a entrar em uma curva descendente. Tem muita tensão no ar ainda”, disse Burmann.

Jerônimo Tybusch, pró-reitor de Graduação, adiantou que a proposta é que as aulas iniciem entre o final do próximo mês de março e o início do mês de abril. “Estamos fazendo consulta ao COE-E sobre a possibilidade de iniciarmos o semestre com presencialidade. Já estamos com disciplinas práticas presenciais. Mas o COE-E precisa avaliar as disciplinas teóricas. Que tipo de formato teremos, por exemplo? Todas as pessoas dentro da sala? Ou parte das pessoas [na sala] e transmissão para outra parte? Tem essas leituras todas para que a gente veja que tipo de calendário”, explicou Tybusch.

Segundo o pró-reitor, a perspectiva é de que a minuta com a proposta de calendário seja aprovada em janeiro ou fevereiro. 

Outras duas questões levantadas pelos diretores e diretoras da Sedufsm disseram respeito à importância de que a discussão sobre calendário compreenda um período destinado às férias docentes e que não se repita, em 2022, a situação observada em 2021, quando o início das aulas teve de ser adiado em função das datas do SiSu. 

A Sedufsm, desde a suspensão da presencialidade, em março de 2021, pautou a necessidade de um debate mais amplo acerca do ensino e do trabalho remotos. Em diversos eventos ocorridos neste período, a diretoria e a base do sindicato frisaram que o processo de implementação do Regime de Exercícios Domiciliares Especiais (REDE) não foi acompanhado de uma discussão efetivamente coletiva. O objetivo é que a construção do retorno à presencialidade o seja.

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