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É nos municípios que a vida acontece – por Paulinho Salerno

Na estreia, prefeito de Restinga Sêca escreve sobre municipalismo. Mas não só

A importância das entidades representativas dos municípios e o reflexo na vida das pessoas

Foi com muita alegria e responsabilidade que recebi o convite do jornalista, Claudemir Pereira, para ser um dos articulistas deste que é o principal portal de notícias quando se trata da política na região. Espero que, aqui neste espaço, possa compartilhar ideias e trazer assuntos que considero importantes para a vida das pessoas, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento dos nossos municípios.

Quando falamos em cidades, sempre vem a cabeça aquele clichê: “é nos municípios que a vida acontece”, e, de fato, é isso mesmo. Nós vivemos nas cidades, onde gerenciamos nossas rotinas, desenvolvemos nossos projetos e buscamos alcançar nossos sonhos.

Independente do porte de cada município, todos com seus problemas e demandas, estamos falando na verdade da ponta de toda a estrutura do País. Nossa forma de Estado é o Federativo, composta pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, ou seja, há decentralização política e administrativa.

Como já dito, são nos municípios que os problemas cotidianos nos acometem. Como prefeito no segundo mandato, conhecedor das inúmeras dificuldades e, muitas das vezes, delicadas escolhas que devemos fazer, sinto-me na obrigação de trazer esse tema, pauta dos nossos debates nas esferas de representação política Regional, representada pela Associação dos Municípios da Região Centro (AMCentro), Estadual, na Federação dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), e Federal, na Confederação Nacional de Municípios (CNM).

Verdade seja dita, de tudo que se arrecada em um município, a maior parte fica retida na União, acompanhada dos Estados e, por fim, tem-se o retorno da menor fatia aos munícipes. Melhorar a divisão dos recursos, invertendo a lógica vigente e fortalecendo o protagonismo dos municípios na condução das políticas públicas, é uma das lutas daqueles que, assim como eu, defendem o Municipalismo.

Através da CNM, o movimento municipalista é uma rede que abrange todo o território brasileiro, integrada, principalmente, pelos gestores públicos municipais, que estão à frente dos 5.568 Municípios brasileiros. Esta rede conta com o apoio, articulação, organização, tecnologia, representatividade e orientação técnica de entidades com atuação em nível Regional, Estadual e Federal.

A aplicação dos recursos públicos é muito mais eficiente quando realizada aqui, na base, através do trabalho dos gestores públicos municipais, com menor burocracia na aplicação dos recursos e, até mesmo, com o menor risco a corrupção. Isso permitiria trazer a boa gestão e melhores resultados para mais próximo da população.

Convicto de que devemos seguir na luta pela revisão do Pacto Federativo como solução das desigualdades sociais, aproximando a solução do problema, seguiremos firmes. E o cidadão, que vive em cada uma das cidades brasileiras, deve acompanhar e cobrar que o seu gestor também participe do debate nas entidades representativas dos municípios, porque ao fim e ao cabo, elas também representam todos nós.

(*) Paulinho Salerno é prefeito municipal de Restinga Sêca e presidente da Câmara Temática de Inovação da Famurs. Ele escreve no site às quintas-feiras

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2 Comentários

  1. Boa tarde !
    Belo artigo. Parabéns ao amigo Paulo Salerno.
    Qualifica ainda mais o ambiente dialógico do portal de notícias e informações mais acessado de Santa Maria e Região.
    Os internautas só tem a ganhar.
    Forte Abraço !
    Att.
    Michael Almeida di Giacomo

  2. Problema é que existe um numero indeterminado de municpios, não por isto pequeno, cuja ‘renda’ é majoritariamente vinda de fora. Padrão é conhecido, abandono administrativo leva a criação de mais estrutura administrativa, distritos que se emancipam por deficiencia de gestão. Vide Dilermando de Aguiar. Exemplo mais citado por aqui. Melhorou? Dizem que sim, ao menos para alguns. Desculpas várias, até que ‘era mais perto de São Pedro mesmo’. Quando um prefeito assume um municipio tem a prerrogativa de escolher prioridades. Mas não de administrar conforme conveniencias politico eleitorais. Territorio de Santa Maria encolheu por incompetencia. Simples assim.

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