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TRABALHO. Bancários paralisaram agências do Santander, em Santa Maria, neste sábado (22)

Piquetes impediram o funcionamento de agências no Centro e na Medianeira

Sindicato alega que convocação de bancários para trabalho em agências no sábado viola a legislação trabalhista e a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Foto Maiquel Rosauro

Por Maiquel Rosauro / Assessor de imprensa do Sindicato dos Bancários de Santa Maria e Região

Funcionários do Santander, com apoio do Sindicato dos Bancários de Santa Maria e Região, paralisaram as atividades do banco neste sábado (22). Foram realizados piquetes em frente às agências, o que impediu os trabalhos no interior das duas unidades no município: Centro e Avenida Medianeira. Durante os atos, os clientes tiveram acesso aos caixas de atendimento eletrônico.

No último domingo (16), os trabalhadores do Santander foram surpreendidos com a veiculação de uma peça publicitária, em televisão aberta, que anunciava a abertura das agências neste sábado (22) para o lançamento do projeto Desinvida, que tem como objetivo a renegociação de dívidas. Contudo, a convocação de bancários para trabalho em agências no sábado viola a legislação trabalhista e a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.

“Temos a lei ao nosso lado e, por isso, estamos nesta forma de protesto fechando as agências e impedindo que seja cometida uma ilegalidade. O Santander agiu de forma unilateral e não chamou o movimento sindical para negociar”, explica o diretor de Comunicação do Sindicato dos Bancários de Santa Maria e Região, Márcio Kolinski.

O banco negou o pagamento de horas extras para os funcionários que atuariam neste sábado (22), alegando dificuldades sistêmicas. Os bancários que trabalhariam nesta data teriam direito a folgar uma hora e meia para cada hora trabalhada. A compensação estava prevista para ocorrer na próxima semana e não nos seis meses praticados por meio da Política Interna de Compensação de Horas, que não foi negociada com o movimento sindical.

A diretoria de Assuntos Jurídicos e Trabalhistas do Sindicato e funcionária do Santander, Milania Gaube Messias, ressalta que além de atuar de forma ilegal, o banco não leva em consideração o aumento de casos de covid-19 no país.

“O Santander expõe os funcionários ao risco de contaminação, promovendo mais um dia de atendimento ao público. Além disso, também expõe os clientes que estão devendo a buscarem o banco em um dia específico, quando poderiam vir negociar de segunda a sexta-feira”, afirma Milania.

A mobilização deste sábado (22) não ocorreu apenas em Santa Maria. Diversas agências pelo país foram paralisadas como forma de protesto ao Santander.

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