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Não custa lembrar. Consórcio lulista no Congresso é gigante. Mas nem sempre funciona

Confira a seguir nota publicada na madrugada de domingo, 18 de março de 2007:

“Segundo mandato. Maior coalizão governista da história da República. Mas.. e a consistência?

Nunca, na história moderna brasileira, um Presidente da República conseguiu o que Luiz Inácio Lula da Silva está apresentando: um governo de coalizão com a participação de nada menos que 11 siglas partidárias. Ao ponto de, no Congresso Nacional, pelo menos numericamente, ter o apoio de mais de 350 deputados e 50 senadores.

 

Em tese, o Executivo conta com números suficientes para aprovar, com folga, até mesmo emendas à Constituição – que exigem 3/5 dos votos no Senado e na Câmara dos Deputados. É algo jamais visto na ainda jovem (mas nem tanto) República brasileira.

 

Qual o preço dessa grandiosidade? Não se sabe, ainda. Exceto que inimigos de ontem viraram amigos do peito de hoje. E a convivência tende a ser complicada, no mínimo. Ainda que, sempre é bom ressalvar, são dos os partidos que tendem a se tornar (se conseguirem se entender, o que é outra história) os pilares dessa coalizão: PT e PMDB, ou vice-versa. Os demais serão…”

Para ler a nota na íntegra, inclusive reportagem a respeito, publicada naquele dia pelo jornal Zero Hora, clique aqui.

 

PASSADO EXATAMENTE UM ANO, está mais do que claro que o consórcio governista funciona. Desde que seu líder assim deseje e trabalhe por isso. Caso específico da patrola que passou pelo Senado, semana passada, na aprovação da Medida Provisória que criou a TV Pública e do Orçamento da União. Mas, a que custo? Boa pergunta – não respondida adequadamente, parece, na votação da  CPMF, que não foi prorrogada em função da derrota do mesmo goveno, também entre os senadores.

 

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