Carro zero em 99 meses. A confiança na economia não será exagerada? Sobra controvérsia
Já existem planos para vender um automóvel zero quilômetro em até 8 anos e três meses. Ou 99 meses. Um número cabalístico. E mais: com juros pra lá de atraentes – se considerados todas as possibilidades de financiamento disponíveis no mercado brasileiro. Há concessionárias (não sei se em Santa Maria, mas não ficam muito longe disso) oferecendo o veículo com taxas de 11,21% ao ano, inferior mesmo à Selic, aquela que o Banco Central fixa de dois em dois meses.
O que isso significa, objetivamente? Primeiro que há mais gente que nunca teve um automóvel e que, agora, vê a chance da vida. Segundo: uma demonstração muito grande das financeiras, no futuro da economia brasileira. Afinal, o risco de inadimplência é devidamente medido e, supõe-se, valha a pena o risco.
Não sei, não sei. Mas quando o milagre é grande demais, o santo desconfia. Será mesmo que vale a pena fazer esse tipo de negócio? Ok, ok, ok. A classe media, que já tem carro, não adquire o veículo nessas condições. É. Pode ser. Talvez até seja. Mas…
EM TEMPO: até onde sei, as concessionárias não têm prejuízo com o negócio. Afinal, elas recebem o dinheiro pelo preço à vista acordado – quem arca com os custos, e tem outra parte do lucro, são as financeiras. Que, claro, também assumem os prejuízos, se for o caso.
EM TEMPO 2: nunca antes se produziu tanto automóvel neste país. Nem se apresentaram, ao mesmo tempo, tantas variáveis econômicas favoráveis a apostar no futuro. Isso ajuda a explicar o fenômeno. Mas, cá entre nós, se você puder comprar um automóvel, financie em menos tempo. É mais seguro. Se puder, claro.
SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui a reportagem Baixa renda já pode comprar carro zero em até 99 meses, de Márcia De Chiara, nO Estado de São Paulo.






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