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O efeito das redes sociais no processo eleitoral – por Roberto Fantinel

Desde 2014 já havia indícios de que as ações digitais gerariam uma revolução

Os tempos mudaram. Hoje cada um de nós está provavelmente lendo este texto através da tela de um celular. Foi através da internet que tivemos a oportunidade de ter acesso a uma tecnologia democrática; as pessoas que antes tinham interesse em descobrir informações e não tinham meios viáveis têm essa possibilidade hoje e podem fazer bom uso, inclusive no combate a informações falsas, as chamadas fake news.

Dedico o texto desta semana a este breve raciocínio. Como utilizamos e produzimos informações através das redes sociais para a construção de caminhos para o coletivo social?

Na palma de nossas mãos um novo mundo se descobre e os reflexos são identificados em diversos âmbitos, incluindo no impacto das redes sociais no processo eleitoral.

Observando especificamente o Brasil, com base nas minhas experiências políticas e sociais, posso me sentir parte integrante deste processo onde a internet é um espaço rico de informações públicas e políticas, essencial para a transparência do trabalho de agentes públicos como eu.

Nós estamos nos tornamos mais digitais e coletivos e essas mudanças não estão acontecendo há pouco tempo. Desde 2014 o movimento nas plataformas digitais deixava indícios de que estas ações revolucionaram o universo eleitoral. Ao longo destes processos sociais diversas pesquisas são realizadas com o propósito de observar e se integrar ao cotidiano daqueles que, de dois em dois anos, voltam às urnas eletrônicas para depositar seus votos. 

O Instituto DataSenado divulgou uma pesquisa realizada com 2,4 mil pessoas entrevistadas que aponta a influência crescente das redes sociais como fonte de informação para o eleitor. Entre os entrevistados, 79% disseram sempre utilizar essa rede social para se informar, entre os aplicativos mais utilizados o de troca de mensagens pelo WhatsApp.

Outro ponto interessante é perceber que 45% dos participantes afirmaram ter decidido o voto levando em consideração informações vistas em alguma rede social.

Mas vale lembrar que assim como em nossas relações sociais fora do universo online, o mesmo acontece nas redes sociais, quando sabe-se que as pessoas se associam a outros usuários onlines que já pensam mais ou menos da mesma forma.

Ao entendermos que existe um universo de pessoas diferentes com comportamentos diferentes, podemos olhar para além das nossas questões e buscar soluções para o coletivo, talvez e apenas talvez este seja o futuro esperado. Uma rede que acolha nossas demandas, construa pontes de conhecimento e acima de tudo torne o mundo melhor para todos.

(*) Roberto Fantinel é deputado estadual pelo MDB. Oriundo de Dona Francisca, onde foi vereador, é ex-presidente da Juventude do MDB/RS, integrante do Diretório Municipal do MDB/SM e ex-assessor do governo gaúcho, na gestão de José Ivo Sartori. Também é presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa. Ele escreve no site, semanalmente, aos sábados.

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5 Comentários

  1. Primavera Árabe no Egito foi feita com auxilio dos motoristas de táxi. Revolução Iraniana com fitas K7. Descontentamento sempre acha um caminho. Este é o medo do estamento politico. Democracia está ‘muito cara’ para o bolso da sociedade, é muito discurso, muito mimimi, muito marketing e extremamente muito pouca resolução de problemas. Não é a toa que Molusco com L, o honesto, fala em controlar a midia (alguns imbecis acham que enganam alguém dizendo que é so ‘economico’ o controle) e controlar a internet. Chame os adversário do que voce é, acuse-os do que voce faz. Se auto-intitulam ‘defensores da democracia’ (alás, todo associação ‘pela democracia’ é um amontoado de cabeças de bagre que acham que enganam alguém), não é necessário muita criatividade para descobrir o que na realidade são.

  2. No Brasil noticias falsas sempre existiram, até nas eleições municipais. Inclusive na aldeia, comentarios sobre a orientação sexual de alguns candidatos, dentre outras coisas. No plano nacional Marina Silva foi alvo de campanha no horario oficial com orientação de marketeiro e tudo. Vide propaganda da comida desaparecendo na mesa.

  3. ‘Narrativa’ das fake news surgiu com a eleição de Trump e a saida do Reino Unido da União Europeia. Partido Democrata precisava encontrar uma desculpa e uma que esta na caixa de ferramentas da esquerda é ‘o povo foi enganado’. O que aconteceu depois? No Reino Unido foi feita nova eleição e, apesar da pressão por nova consulta popular para anular a saida da UE, os Conservadores ganharam e a medida se concretizou. Nos EUA os ‘santarrões ungidos’ iriam ganhar de qualquer maneira, mas queriam uma ‘avalanche’ (que não aconteceu). Muitos militantes visitaram gente que nunca votou para ‘ajudar a votar pelo correio’, em muitos lugares não se exigiu documento de identidade para votar. Fraudes não mudariam o resultado, mas aconteceram.

  4. Começo de conversa. Site tem algo como 20 mil leitores por mes. E o numero medido, mas se a criatura desligar o celular, laptop, desktop, etc. e ligar de novo vai ganhar outro IP. Se acessar o site vai contar como um leitor diferente. Mesmo assim, nem todos acessam todos os artigos. Como os jornais fisicos, maioria não le de cabo a rabo. Da minoria que acessa a internet, outra minoria se interessa em politica. O algoritmo cuida para que os desinteressados recebam somente o que desejam.

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