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Reproduzido do Site do Correio do Povo / Texto assinado por Felipe Nabinger
Diferentemente do primeiro mandato, no qual aprovou a maioria dos projetos reformistas e que envolviam privatizações com alguma facilidade, o governador Eduardo Leite (PSDB) encontrará maior restrição na Assembleia Legislativa na próxima legislatura. Divergências ideológicas dentro dos próprios partidos que comporão a base, ampliação da bancada oposicionista de esquerda e a possibilidade de uma oposição no campo mais à direita são desafios do governo.
Os seis partidos originais da coligação de Leite (PSDB, Cidadania, MDB, União Brasil, PSD e Podemos) elegeram juntos 17 de 55 deputados. Somente a federação liderada pelo PT conquistou 12 cadeiras. Somadas às duas do PSol, são 14 deputados que deverão se opor em projetos mais polêmicos. Até por isso, o governo buscou estreitar laços com partidos como PDT e PSB, que apoiaram a candidatura de Leite no segundo turno, e foram convidados a participar do processo de transição. As duas siglas, somadas, têm cinco cadeiras no Legislativo. Mesmo assim, o processo eleitoral deixou feridas na base.
Além do MDB, onde alas migraram para a candidatura do adversário de Leite, Onyx Lorenzoni (PL), no Podemos, o apoio do estreante Professor Cláudio ao ex-ministro na reta final das eleições levantou dúvidas sobre como agirá a sigla na Assembleia. O deputado eleito promete uma atuação independente, mas deixa claro o respeito às deliberações partidárias. “O Podemos contribuiu demais com a candidatura do Eduardo Leite, e eu respeito a posição do partido. Eles podem contar comigo em todos os projetos que o governador reeleito encaminhar à Assembleia e que ajude a construir um Rio Grande melhor. Nosso objetivo é melhorar a vida das pessoas”, afirma.
Os resultados das urnas, no que tange o Legislativo, também trazem uma incógnita quanto aos eleitos que apoiaram formalmente o opositor de Leite. PP, PL, Republicanos e PTB fizeram parte da base, cenário que mudou com a chegada do período eleitoral. Juntos, eles têm 18 deputados.
Apoiadores de Onyx
Entre os integrantes do PP, dos sete eleitos, cinco apoiaram Onyx. Ex-prefeito de Bento Gonçalves e segundo vice-presidente do diretório gaúcho, o deputado eleito Guilherme Pasin projeta que reuniões ocorram até o final deste mês para definir a posição sobre o novo governo. “Ainda não sentamos para discutir isso. Acredito que nas próximas semanas tenhamos um alinhamento de assuntos.”
No Republicanos, a tendência é pela neutralidade, conforme o único reeleito da bancada, que cresceu de quatro para cinco deputados, Sérgio Peres. Deputado mais votado no RS, o estreante Gustavo Victorino, crítico da gestão do tucano, corrobora a postura de independência. “Minha posição é de responsabilidade proativa, ou seja, não quero nenhum tipo de reciprocidade ou comprometimento com o senhor Eduardo Leite e me reservo o direito de votar as matérias de acordo com a minha consciência e a minha proposta liberal e conservadora”, garante.
Já no PL, a definição de momento é não estar na base. O deputado reeleito Rodrigo Lorenzoni não descarta uma “oposição à direita”, mas entende que a tendência é também pela independência.
Único representante do PTB, que passará a se chamar Mais Brasil 25 após fusão com o Patriota, Elizandro Sabino evita ser definitivo quanto ao posicionamento, garantindo que “estará alinhado com os projetos que visam o crescimento do Rio Grande do Sul”.
Recursos em rodovias federais
Outro assunto, que o próprio governador eleito voltará a pautar, poderá ser um desafio. Derrubado por 26 votos contrários contra 25 favoráveis em julho, o projeto que destinaria R$ 495,1 milhões de recursos do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a fim de concluir obras em rodovias federais, deverá ser reconfigurado e voltar à Casa…”
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Hummmm….. 55-14=41. Hummmm…. 3/5*55=33. Fim do mimimi.