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POLÍTICA. Para defender homens brancos, Riesgo ataca aluna trans aprovada em Medicina na UERJ

Secretário apresenta dados dos Estados Unidos que são contestados

Riesgo mostra dados apontando que homens brancos passaram a ocupar menos de 10% das redações de jornais dos Estados Unidos

Por Maiquel Rosauro / Com foto de Reprodução

O secretário municipal de Parcerias da Prefeitura de Porto Alegre, Giuseppe Riesgo, realizou uma postagem polêmica em suas redes sociais, nesta sexta-feira (6), na qual defende homens brancos dos Estados Unidos contra a “diversificação” e, ao mesmo tempo, ataca a estudante trans Eduarda Odara, aprovada no curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

O post de Riesgo inicia com a frase “É oficial! Se você é um homem branco com menos de 40 anos, você já foi boicotado na última década” junto a uma foto do Jonas Sulzbach, atual participante do programa de televisão Big Brother Brasil, da TV Globo. Na sequência, ele explica que as indústrias pararam de contratar “homens brancos millennials” para “diversificar” o mercado de trabalho.

Riesgo mostra dados apontando que homens brancos passaram a ocupar menos de 10% das redações de jornais dos Estados Unidos, o que teria tornado a mídia menos confiável. Também há críticas ao fato de que homens brancos não estão sendo indicados ao prêmio Emmy e que há menor percentual de homens brancos na função de roteiristas de TV dos EUA.

Há também críticas às formas de acesso às universidades estadunidenses e, ao final, sem apresentar um único dado do Brasil, Riesgo estampa uma foto de Eduarda Odara com críticas contra ela junto das frases “O jornalismo colapsou”, “As universidades perderam credibilidade”, “Nossos médicos e outros profissionais já não são escolhidos por serem os melhores” e “Quando o mérito é excluído, tudo entra em declínio”.

“O tempo todo, eles te fizeram duvidar da própria realidade. Disseram que você era “privilegiado”. Eles reescreveram a história. Transformaram privilégio em culpa. Transformaram mérito em um problema. Fonte: Compact Magazine/ Artigo de Jacob Savage”, postou Riesgo.

Dados contestados

As informações de Riesgo a respeito dos homens brancos dos Estados Unidos têm como origem o artigo The Lost Generation (A geração perdida), do escritor Jacob Savage, publicado em 15 de dezembro de 2025. Os dados, contudo, são contestados.

O advogado e analista político, Matt Bruenig, fundador do think tank People’s Policy Project, publicou o artigo What Does the Census Data Say About “The Lost Generation” (O que os dados do Censo dizem sobre a “Geração Perdida”?), em 17 de dezembro de 2025, no qual analisa o estudo de Savage e afirma que os dados apresentados não corroboram a tese materialista.

“Homens brancos ambiciosos na faixa dos trinta anos não apresentaram declínio significativo, se é que apresentaram algum, nesse período (2013-2024). Seu nível geral de emprego aumentou. Seu emprego nas artes e na mídia permaneceu inalterado. O nível de escolaridade aumentou”, disse Bruenig.

Duda Odara

A estudante Duda Odara é uma mulher negra e trans que tem sido atacada nas redes sociais após sua aprovação no curso de Medicina na UERJ via sistema de cotas. Ela é questionada por ter conquistado a vaga via cotas e por não ser oriunda do ensino médio público.

O deputado estadual de Santa Catarina Bruno Souza (PL) publicou um vídeo se referindo à jovem com o pronome “ele”, quando na verdade ela é uma mulher trans. Já o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à presidência da República, Renan Santos, postou um vídeo afirmando que irá acabar com todas as cotas e ainda disse que todo o tipo de cota é uma porcaria.

A UERJ, via Faculdade de Ciências Médicas (FCM), divulgou uma nota de repúdio relatando que tomou conhecimento dos ataques a Duda e os classificou como “covardes”, “transfóbicos” e “racistas”.

“O sistema de cotas é necessário, legítimo, constitucional e profundamente transformador. Ele não favorece, ele repara”, diz trecho da nota.

Abaixo, confira a íntegra da nota da UERJ:

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13 Comentários

  1. E tem um covarde, que não tem coragem de se identificar e usa acunha de O Brando. o site não deveria aceitar publicação sem o nome completo. Mas o que esperar desse indivíduo. isso é prática da extrema direita fascista.
    E também o que esperar desse Secretário do Partido Novo, é a prática dos Nazistas.

  2. Resumo da opera III. Educação das gerações anteriores a minha foi melhor. Faziam mais com menos. Não precisa dizer para onde a coisa está indo. Grande problema das quotas é pegar o pessoal da rua e não tentar suplementar (generalização, alguns tentaram), sanar as deficiencias ao menos em parte. Antigamente se aprendia na dor. Agora é só no ‘amor’. Realidade não está nem ai para a ideologia da Academia. Não é a toa que fizeram uma pesquisa com adolescentes gauchos e o resultado é que desejam na escola uma colonia de férias.

  3. Resumo da opera II. Sem fundamento. Quem concordar com a ‘peça escrita’ já não vota em Nota de 7 reais. Quem vota não vai mudar de idéia. Maioria vai ignorar o assunto na hora de votar. Jenios acham que este tipo de ‘desgaste’ se acumula e altera alguma coisa. Não entendem o tempo que vivem. De novo, problema que se resolve sozinho.

  4. Resumo da opera. Vermelhos acham que seus valores são obrigatórios para os outros. Acham que se ficarem repetindo suas ladainhas alguém vai ‘mudar de idéia’, ‘ver a luz’, ‘ser mais humano’. É uma encheção de saco. Quotista da UERJ? Não sabia que existia e depois de amanha não vou lembrar mais do assunto.

  5. Estatisticas já não são confiaveis. Vide confusão no IBGE com Marcio Pokemon. A ‘narrativa’ é que cotistas têm melhor desempenho academico que os não cotistas. Suco de Brasil. Nas exatas ( medicina também) sabe-se que a evasão não é pequena e a taxa de conclusão é. Pessoal das humanas tem mais margem para ‘empurrar’ até a graduação (não que nas exatas não exista ‘empurrão’). Estatistica sai ‘bonitaça’. Problema nenhum, cotas do setor publico não conseguirão absorver todo mundo. Vão morrer numa entrevista. Maiores empregadores do pais são empresas de pequeno e medio porte. Não tem como absorver o custo da baixa produtividade.

  6. UERJ é uma universidade decadente. Esta em crise financeira desde sempre. Poucos anos atrás Fux e Barroso se mobilizaram para ajudar a instituição, queriam trocar o curso de direito de lugar, instalações impraticaveis. Coisas cabeludas, o TC carioca investigava um contrato milionário com o Departamento de Estradas de Rodagem, duplicidade de pagamentos, etc. Mas isto não dá ‘noticia’.

  7. A foto do BBB não é gratuita. Casa Civil do governo federal publicou na rede social um post. De um lado o ‘playboy’ branco e do outro lado o ‘trabalhador’ negro. Propaganda a respeito do desconto no imposto de renda para quem ganha até 5 mil. Obviamente o post foi deletado. Não custa repetir, problema que se resolve sozinho, a incomPeTencia continua lá.

  8. ‘[…] homens brancos passaram a ocupar menos de 10% das redações de jornais dos Estados Unidos […]’. Jornalista fez um post na rede social mostrando a cobertura na guerra da Ucrania. Indo para o carro para ligar o aquecimento e suportar o frio. Sem energia e sem agua. ‘Heroismo’ dela não rendeu, o post seguinte foi para comunicar que foi demitida por email. Foi incluida entre os 300 jornalistas demitidos do Washington Post. Gazeta de Pittsburgh vai publicar a ultima edição em maio. Fecha depois de 240 anos. Da seria série ‘problemas que se resolvem sozinhos’.

  9. Riesgo não ‘atacou’ ninguém. Lembrando que qualquer critica (mesmo valida) a minorias pode virar crime por conta da Vermelhidão do judiciario e do sistema persecutorio. Negócio é falar mal na maciota como todo mundo faz.

  10. Problema existe nos EUA? Existe. Mas tem outros lados. Algumas universidades criaram limite de quota para asiáticos. Melhores alunos(as) ficavam com todas as vagas. Logo brancos(as) com menor qualificação ocupavam vagas de asiaticos melhor preparados.

  11. Vermelhos não ‘importam’ o lixo ideologico ianque porque não precisa, é o mesmo. Outro lado importa problemas. Ser ‘branco’ nos EUA não é o mesmo que no Brasil. Descendentes de italianos por lá, por exemplo, são discriminados. Imigração italiana por lá é do sul da Bota. Gente mais ‘morena’. Ocorreram linchamentos há mais de 100 anos atras. No Brasil é mais complicado ainda. Quem já mexeu com genealogia já deve ter se deparado com oriundi descritos em documentos como ‘pardos’.

  12. ‘Nossos médicos […] já não são escolhidos por serem os melhores’. Não tenho como avaliar a parte ‘médica’ de ninguém. Porém existem algumas criaturas na politica, inclusive local, que ignorando aquele aspecto são verdadeiras nulidades. Alas, antigamente se dizia que erro de causidico(a) ia para o arquivo morto e erro médico ia para o cemitério. Alas, bom lembrar, no Brasil é costume, não tão incomum, da pessoa não bater como o santo do(a) médico(a) e trocar de profissional. Não tão raro mais de uma vez. Na rede publica a exigencia ‘quero fulano(a)’ também acontece.

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