Do Ariberto. A questão dos cartões corporativos e o descontrole com o dinheiro público
Com outro tom, bem diferente do utilizado pelo Ricardo Bieri (leia duas notas atrás) mas o mesmo tema: o uso dos cartões corporativos. E olha que escrito sem saber do rolo do governo paulista, não explicado convenientemente. Confira o que escreve, com o talento de sempre, o Ariberto Sendtko Filho:
O Cartão e o Exemplo
O Povo brasileiro deve e tem motivos para estar orgulhoso da ex-ministra Matilde e do Ministro Orlando.
O uso do cartão, não é de todo ruim, deixa tudo transparente, pois feito eletronicamente, seu registro é obrigatório, em algum lugar.
Com o mau uso dos Cartões Corporativos, os Srs. Ministros deixaram transparecer o tamanho do descontrole com o gasto com o meu dinheiro, suado.
Suado sim, pois o que recolho aos cofres públicos representa em torno de quatro meses de meu trabalho.
Suponho também, que este gasto indevido de meu dinheiro ocorre há muitos anos.
O mau uso dos cartões, além de representar uma imoralidade administrativa, contraria a portaria que prevê a utilização apenas para gastos emergenciais em viagens e para pagar serviços e diárias a funcionários federai.
Dizem, houve engano no uso dos cartões, troca de cartões. Será que alguma vez houve troca na hora de pagar um hotel cheio de estrela, passagens aéreas. Será que alguma vez houve equívoco e a conta foi paga com seus cartões particulares.
Só o termo corporativo, já nos leva a supor uma fiscalização do Estado.
Em resumo, eu fiscalizo a mim mesmo.
As pessoas estão apreensivas, pois os números da corrupção são de difícil compreensão. Estão apreensivas, pois esta em todos os níveis da administração.
Novamente, o que digo para meus filhos?
Carecemos de exemplos.
Ariberto Sendtko Filho





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