Por Maiquel Rosauro
O vereador Juliano Soares – Juba (PSDB) deu uma bronca nos colegas de Parlamento que estão emperrando o andamento de comissões temporárias na Casa. Na sessão de terça-feira (5), ele soltou o verbo após ser prorrogada a comissão especial que analisa o Projeto de Resolução Legislativa 9/2023, que permitirá aos parlamentares protocolar em qualquer momento do ano as seis moções que cada um possui direito – pelas regras atuais até três moções devem ser apresentadas por semestre.
“Essa prorrogação, imagine só, é para alterar um artigo do Regimento para permitir que as seis moções fiquem livres durante o ano todo. Acho que não teria necessidade de prorrogação. Acho que a comissão não teve tempo, não conseguiu se reunir para uma coisa tão simples. Fica essa dica a todos os colegas vereadores, uma pauta tão simples, que nem precisa audiência pública, é só fazer o relatório e deu”, disse Juba, cuja fala foi avalizada pelo presidente Givago Ribeiro (PSDB), que também pediu mais agilidade para os parlamentares.
A comissão em questão é composta por Alexandre Vargas (Republicanos), presidente; Admar Pozzobom (PSDB), vice-presidente; e Adelar Vargas – Bolinha (MDB), relator. O colegiado foi instalado em 22 de junho. Já o projeto foi protocolado em 31 de maio e tem como autores Vargas, Bolinha, Admar, Juba, Rudinei Rodrigues – Rudys (MDB), Pablo Pacheco (PP) e Getúlio de Vargas (Republicanos).
Frentes
Os vereadores aprovaram a criação de duas frentes parlamentares na sessão de terça. Uma delas, de autoria de Manoel Badke – Maneco (UB), busca defender o Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e Hospital Regional de Santa Maria. A proposta foi aprovada por todos os presentes.
A outra frente criada foi apresentada por Roberta Pereira Leitão (PP) em defesa dos Valores Cristãos e da Família. Maria Rita Py Dutra (PCdoB) e Helen Cabral (PT) votaram contra.
Maria Rita disse que era incoerente ser favorável à frente em razão da intolerância religiosa contra os povos de matriz africana. Helen disse que a frente é segregadora porque defende a família a partir da ótica de apenas uma religião. Roberta, por sua vez, ironizou a fala das colegas ao apontar que a Casa possui uma Frente Parlamentar em Defesa dos Povos de Terreiros. “Dois pesos, duas medidas”, disse a progressista.
O colegiado dos povos de terreiros é formado por Rudys, presidente; Luci Duartes – Tia da Moto (PDT), vice-presidente; Marina Callegado (PT), Tony Oliveira (Podemos), Admar, Getúlio e Maneco.
Viajar é preciso
O Parlamento aprovou pedidos de viagem de Tony e Pacheco para Porto Alegre, na segunda (11) e terça-feira (12). Tony, que solicitou o pagamento de diária, cumprirá agenda com deputados e secretários estaduais, incluindo nas reuniões temas como Lei Geral de Proteção de Dados, Patrulha Rural, emendas e tentativas para diminuir casos de judicialização na saúde.
Pacheco, cuja viagem não terá custo aos cofres públicos, participará da posse do novo Diretório Estadual do Progressistas e visitará gabinetes de deputados do seu partido.
20 de Setembro
Alexandre Vargas protocolou o Projeto Sugestão 13/2023, que sugere ao Poder Executivo promover um desfile solidário no 20 de Setembro, data em que é comemorada a Revolução Farroupilha. O objetivo é arrecadar produtos de limpeza, água potável, alimentos e produtos de higiene às famílias afetadas pelas fortes chuvas no Estado.
É de doer as sessões de nossa câmara. São moções, autorizações para viagens que jamais foram negadas, enfim uma perda de tempo. Parece que nossa cidade não tem problemas, aliás se fosse por produtividade muitos estariam despedidos.
Lei Geral de Proteção de Dados e diminuição de judicialização fogem do escopo dos edis. É na base do ‘coloca umas pautas fofas’ para justificar e se alguém falar alguma coisa ‘mas vc é contra a proteção de dados e a favor da judicialização na saúde?’. A maior parte da judicialização na saúde é para conseguir procedimentos que o Estado deveria fornecer regularmente e não o faz. A minoria dos casos é para tratamentos experimentais. Proteção de dados é inócua.
No que se chega a ‘inclusividade’ e ‘segregação’. Utopias para cortina de fumaça. Onde existirem vermelhos reunidos faço questão de ser segregado. Além da perda de tempo não existe vida inteligente por lá.
Frente dos Valores Cristãos é para a base da edil. Como a dos Terreiros é para a base das outras duas. Segundo o texto Maria Rita é contra porque a mera existencia de Valores Cristãos e da Familia pressupõe intolerancia religiosa. Se ‘não pode existir porque é ameaça’ não é intolerancia não se sabe o que é. Helen e seu ‘[…] é segregadora porque defende a família a partir da ótica de apenas uma religião’. Obvio, cada religião tem sua definição de familia. Logo, segundo a edil, toda religião é ‘segregadora’. Exceção da religião vermelhista onde tudo rola e tudo é permitido, relativismo total. Porque na raiz da crença vermelhista não existe religião a não ser a do partido e não existe familia, só coletividade e Estado.
Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e Hospital Regional de Santa Maria. Poderiam criar uma frente para defender as fases da lua que teria o mesmo efeito. Duas instituições federais e uma estadual. Ou seja, não é aqui que se decide. Deveriam criar uma frente para defender os carros, porque a quantia de buracos nas ruas é impressionante. Resumo: cortina de fumaça.