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Barnabés gaúchos. Vem troco do Lula. Mas insuficiente para 13º. Solução? Olha o Banrisul aí!

Faz parte das aparências. A atitude da governadora Yeda Crusius, do PSDB, insistindo em ressarcimento, pelo governo federal, de recursos utilizados pelo Rio Grande nas BRs, é antes de tudo política. Faz sentido. E contou com o apoio dos senadores do Estado, de três partidos diferentes (PMDB, PT e PTB). E também com o presidente da Assembléia Legislativa, do PP.

 

Mas, objetivamente, esse é um pleito que vem desde Olívio Dutra e tem sido sistematicamente negado pelas administrações federais. Antes, Fernando Henrique Cardoso; agora, Luiz Inácio Lula da Silva. E assim será nos próximos governos, creia.

 

Então, por que ir a Brasília? Pressão. Legítima, sempre. E, afinal de contas, mais importante do que o troco de agora, é o aval para o empréstimo de R$ 1 bilhão do Banco Mundial. Esse, sim, é fundamental. E foi, aparentemente, obtido – ainda que dependa de aprovação no Senado. E, de inhapa, vem R$ 200 milhões.

 

Que, porém, chegarão depois do 13º. Ah, tem isso. Como fazer para pagá-lo. Só tem um jeito, o mesmo de Germano Rigotto: contratar empréstimo do Banrisul, pagando juros claro. Ou não pagar. Adivinha qual será a opção de Yeda Crusius!

 

A propósito da viagem da governadora e sua entourage a Brasília, onde se encontrou com o ministro da Fazenda, Guido Mantega (os dois, na foto de Jefferson Bernardes, do Palácio Piratini), confira o material divulgado pela imprensa oficial do Governo do Estado. A seguir:



“Ministério da Fazenda se compromete com repasse de R$ 200 milhões ao Estado

 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comprometeu-se nesta quinta-feira (22), em Brasília, com a liberação de R$ 200 milhões para a cobertura de déficits emergenciais do Tesouro do Estado. A informação foi transmitida à governadora Yeda Crusius. Dentro de duas semanas, o ministério definirá a origem dos recursos e a forma do repasse ao Estado.

Segundo a governadora, ministro Mantega reafirmou a sua intenção de ajudar o Rio Grande do Sul. Falou que dará prioridade às ações de curto prazo que resultem em recursos para o Estado honrar seus compromissos com os servidores. Na expectativa de Yeda, os R$ 200 milhões deverão sair de demandas do Estado junto ao BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.

A reunião avançou também na questão estrutural, na avaliação da governadora. O ministro prometeu dar celeridade à análise da proposta de reestruturação da dívida junto ao Banco Mundial (Bird). Yeda informou que Mantega está disposto a conceder o aval para a carta consulta do Estado junto ao Bird como deu o sinal verde para o começo das negociações com o banco, no início do ano.

“O Rio Grande do Sul vai ser o primeiro Estado a ter acolhido um modelo de reestruturação de dívida com o Bird, no limite de US$ 1 bilhão”, previu Yeda. Sobre os R$ 200 milhões anunciados pelo governo federal, o secretário da Fazenda, Aod Cunha, observou que correspondem a um “alívio”, mas o valor financeiro não resolve a questão do pagamento da conta relativa ao gasto total com pessoal de todos os poderes com o 13º salário. De acordo com Aod, “para tapar o buraco são necessários R$ 700 milhões”.

Reestruturação
No balanço do encontro com o ministro Mantega, o secretário da Fazenda ressaltou que o tema principal ficou centrado no acompanhamento das negociações entre o governo do Estado, União e Banco Mundial sobre a carta consulta para o empréstimo de reestruturação da dívida. “Essas negociações vão muito bem”, segundo Aod…”

 

SUGESTÕES DE LEITURA – confira aqui, se desejar, a íntegra desta e de outras informações oriundas da assessoria de imprensa do Palácio Piratini.

Leia também a reportagem “Mantega promete repasse de apenas R$ 200 milhões para o Estado”, de Carolina Bahia, na ZeroHora.Com.

 

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