MEMÓRIA. Vale Vêneto, que ele ajudou a projetar, sepulta esta manhã corpo do padre Marcuzzo
Depois de longa enfermidade, morreu às 8 e 50 de ontem o padre Clementino Marcuzzo. Ele tinha 82 anos e sua vida foi marcada por intensa participação na comunidade local e regional – especialmente em Vale Vêneto, onde será sepultado daqui a pouco, após missa de corpo presente marcada para as 9 horas.
Marcuzzo, que também era jornalista formado pela UFSM em 1979, é considerado um dos grandes responsáveis pela animação turística na Quarta Colônia, especialmente do simpático e belo Vale Vêneto, distrito de São João do Polêsine. Mais que isso: há quem impute a ele a (boa) responsabilidade pela criação e sustentação do Festival de Inverno de Vale Vêneto, do qual a UFSM é a promotora, a partir da Semana Cultural Italiana. Ultimamente, o padre e empreendedor (tinha uma pousada na localidade) vivia quase recluso naquela pequena comunidade.
O corpo de Clmentino Marcuzzo foi velado ontem, até o final da tarde, no Patronato Antonio Alves Ramos, dos padres palotinos (ordem católica a qual ele pertencia) e que o levou a ser, inclusive, por 14 anos, entre 1981 e 1994, capelão do Hospital de Caridade Dr Astrogildo de Azevedo.
A foto que ilustra esta nota foi feita por este (nem sempre) humilde repórter na noite de 9 de outubro de 2007. Naquela ocasião, Marcuzzo foi homenageado pela direção e funcionários do HC, exatamente pelos bons serviços prestados à instituição. O então provedor do HC, médico Renato Barros (à esquerda do provedor emérito do hospital, Wilson Aita, e do próprio Marcuzzo), destacou a importância do pároco para o hospital, e especialmente sua atuação nos momentos em que a ele esteve vinculado. Já o ex-capelão lembrou fatos da época e o significado do Hospital de Caridade na sua vida, além de ter feito referência ao crescimento espiritual que experimentou àquela época, junto aos pacientes e colaboradores.





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