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Comércio. Não é exatamente uma maravilha, mas está mudando o perfil das exportações

Com a licença de meus amigos economistas, lá vou eu outra vez a entrar na seara deles. Mas o tema é, convenhamos, fascinante: o comércio exterior brasileiro. E que é responsável, hoje, por um extraordinário acúmulo de reservas em moedas fortes, especialmente o Dólar, ainda dominante no mercado mundial.

 

Sempre escrevi sobre minha preocupação com o fato de o País exportar basicamente produtos sem valor agregado. Vale tanto para o soja quanto para o café ou mesmo o minério de ferro. O agronegócio como um todo e a mineração respondem pela maior parte da renda obtida com a exportação.

 

Isso é, basicamente, ruim. Uma estiagem, por exemplo, e lá se foi a receita obtida pelo setor agro-exportador. E já se viu isso muitas vezes, inclusive ou especialmente aqui, no Rio Grande do Sul. Por essas e outras é que saúdo dados que estão prestes a ser divulgados oficialmente, acerca da mudança (pequena, mas paulatina) do perfil do nossos negócios externos.

 

O setor de serviços, creia, está ampliando sua participação nas vendas externas brasileiras. Nada extraordinário, aliás, quando se considera que ele é responsável por dois terços do Produto Interno Bruto, de acordo com informações do IBGE. Mas é significativo que, nos últimos seis anos, a receita do Brasil com a prestação de serviços no exterior tenha se elevado bastante, alcançado US$ 17 bilhões no ano passado. E que o crescimento, nessa área, é maior do que em outras, mais tradicionais, e constituída basicamente de commodities.

 

Não é ainda uma Brastemp, com certeza, mas também um pouco de otimismo, combinado com políticas claras de incentivo, não faz mal algum. Por que não acreditar, afinal de contas?

 

SUGESTÃO DE LEITURAconfira a reportagem “Brasil exporta cada vez mais serviços”, de Márcia De Chiara, do jornal O Estado de São Paulo.

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