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Reforma política. Agora, nem Chinaglia parece acreditar nela. Só resta reduzir o fiasco

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, pretnde reunir o sacrossanto “Colégio de Líderes”, na manhã desta terça-feira. O objetivo é tentar encontrar uma alternativa que pelo menos diminua o fiasco que foi a apreciação (?) da reforma política. Ele está morrendo pela própria palavra. É verdade que recebeu o aval das lideranças, que depois, na prática, lhe tiraram o tapete.

 

O fato é que foi o próprio Chinaglia que garantiu, à sociedade, a intenção da Câmara dos Deputados de votar, em maio, pelo menos quatro itens da tal reforma. Relembrando: listas fechadas, fidelidade partidária, financiamento público de campanha e fim das coligações para os pleitos proporcionais. Deixou em aberto, ainda, a possibilidade de votar a ampliação do mandato presidencial para cinco anos com o conseqüente fim da reeleição.

 

Pois é. Já nesta sexta-feira, quando todo mundo está careca de saber que não sai coelho deste mato, o próprio deputado andou declarando que talvez fosse melhor deixar mesmo tudo para o segundo semestre. É o que, imagino, deva ser decidido nesta terça. Se bem que algum incauto ainda imagina possível votar pelo menos a fidelidade partidária, na sessão de quarta-feira. Então, tá. Acredite quem quiser.

 

Quanto a este (nem sempre) humilde repórter, a idéia central de uma reforma passa (defendi isso várias vezes) pela aprovação do voto distrital misto. Mas, diante da impossibilidade de aprovar qualquer emenda constitucional (afinal, são três quintos os votos necessários, na Câmara e no Senado), já me dava por satisfeito com a votação em listas, a fidelidade, o financiamento público e o fim das coligações. Dancei. Eu a sociedade, que terá que conviver com o que temos aí, em termos de legislação eleitoral.

 

O resto, que me desculpem os parlamentares, é conversa fiada. Ninguém que aprovar coisa nenhuma que mude o ‘status quo’. É isso. Nada além disso. Nem aquém.

 

SUGESTÕES DE LEITURAconfira o artigo “Qual reforma política?”, de Antônio Augusto de Queiroz, publicado pelo Congresso em Foco.

Leia também a reportagem “Chinaglia: reforma deve ficar para após o recesso”, de Tiago Páriz, do G1, o portal da Globo.

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