Guerra Civil. Após pequena trégua, um bandido é preso e PCC volta a atacar ônibus em SP
A prisão de mais um integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital) deflagrou a retomada dos incêncio a ônibus, neste sábado, em São Paulo, depois de uma relativa trégua em todo o território paulista. Desde a última terça-feira, dia 11, pelo menos oito pessoas morreram, Secretaria da Segurança Pública daquele estado.
Também, desde terça-feira, foram presos 78 suspeitos. E, durante supostos confrontos com a polícia segundo as informações oficiais quatro deles foram mortos.
Leia a seguir relato da Folha de São Paulo, reproduzido na versão para internet, publicada no portal do jornal, o Folha Online:
Incêndios a ônibus marcam retomada de ataques em São Paulo
Criminosos incendiaram três ônibus em duas horas na cidade de São Paulo, na noite deste sábado. Não há registro de feridos. Os três incêndios puseram fim a uma trégua que começou pela manhã. Desde a noite de sexta (14), os ataques – inclusive contra policiais – têm sido mais intensos no interior e litoral do Estado.
O primeiro incêndio a ônibus ocorreu às 19h, na rua Frei Antônio Fagiano, em José Bonifácio (zona leste); o segundo, às 20h07, na avenida Monte Alegre de Minas, na Vila Cosmopolita (zona leste); e o terceiro, às 20h45, na rua Prudêncio do Amaral, no Campo Limpo (zona sul), de acordo com o Corpo de Bombeiros.
Os incêndios são atribuídos à série de ataques feita pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) em todo o Estado, desde a última terça-feira (11). Pelo menos oito pessoas morreram, conforme o último balanço divulgado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública. Entre os suspeitos, 78 foram presos e 4, mortos em supostos confrontos com policiais.
Os incêndios puseram fim a uma trégua iniciada na madrugada. O último ataque havia ocorrido à 1h35, contra uma lotação, na avenida Fernando Mendes de Almeida, no Jaraguá (zona norte de São Paulo). Ninguém ficou ferido.
O ataque mais grave registrado neste sábado ocorreu em Praia Grande (litoral de São Paulo). O agente penitenciário Joelson de Sousa Maia, 32, foi baleado à tarde, em um bar, no bairro Melvi. Ele está internado em estado grave na Santa Casa.
Na Grande São Paulo, um ônibus foi incendiado no final da noite deste sábado, no Jardim Laura, em São Bernardo do Campo. O motorista e o cobrador foram abordados por dois homens quando aguardavam no ponto final da linha. A dupla ateou fogo ao veículo em seguida.
Paralisação
Neste sábado, os agentes penitenciários que atuam nas seis unidades do complexo Campinas-Hortolândia pararam. Eles suspenderam os banhos de sol e as visitas, o que provocou atrito com familiares de detentos.
Segundo o Sindasp (Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo), a paralisação é um protesto pela morte do agente Abner Machado da Silveira, 53, atacado a tiros na última quarta (12). O agente foi atacado pelos ocupantes de um Corsa enquanto escoltava detentos do regime semi-aberto para seus locais de trabalho.
Em assembléia realizada na última terça-feira (11), o sindicato decidiu que, a cada morte de um agente penitenciário, as atividades serão paralisadas no final de semana seguinte.
Nas demais unidades do interior do Estado, houve paralisações também nos CDPs (Centros de Detenção Provisória) de Americana e Ribeirão Preto e nas penitenciárias 1 e 2 de Presidente Venceslau, conforme admitiu a própria SAP (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária).
Policiais atacados
Na noite de sexta-feira (14), o tenente aposentado da PM Neuton Santos Ramos, 57, foi morto diante da mulher e do filho de sete anos por quatro homens que invadiram a casa dele, em Praia Grande (litoral de São Paulo). Três dos criminosos usavam capuzes.
Também na noite de sexta, um PM à paisana foi atacado a tiros enquanto dirigia seu carro particular, em Itatiba, por duas pessoas encapuzadas. O PM não ficou ferido.
Durante a madrugada, a casa de um PM foi atingida por um coquetel molotov, em Araras. Ninguém ficou ferido. Na tarde de sexta, uma casa vizinha à de um guarda municipal foi atingida por tiros. Há suspeitas de que os criminosos tenham cometido um engano.
Em Franca houve um ataque à casa de um policial civil. O imóvel foi atingido por tiros, mas ninguém ficou ferido.
Em Mogi Mirim, na noite de sexta, a casa da família de um policial militar foi atingida por tiros. Em São Vicente, o ataque foi contra a casa de um agente penitenciário. Nas duas ocorrências, ninguém ficou ferido.
Em Bragança Paulista, uma base da guarda municipal foi atingida por uma bomba caseira, que não chegou a explodir, mas quebrou os vidros do prédio.
Outros ataques
Em Campinas, um ônibus foi incendiado às 12h30 deste sábado. Um suspeito sofreu queimaduras, mas não há informações sobre o estado de saúde dele. O fogo teria sido iniciado por três homens armados que pediram para os passageiros descerem e, em seguida, espalharam gasolina no ônibus
SE DESEJAR ler a íntegra da reportagem, e outros textos sobre o assunto, pode fazê-lo acessando a página de Cotidiano do portal da Folha Online, no endereço http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/
SE DESEJAR ler outras notícias sobre a guerra civil paulista, pode fazê-lo também acessando a página específica acerca do tema, no Portal Terra, no endereço http://noticias.terra.com.br/brasil/guerraurbana/.





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