Câmara de Vereadores

CÂMARA. Edil que votou a favor de moção ao Escola Sem Partido, propõe moção ao Escola Sem Mordaça

Vereadora Luci Duartes alega que é contrária a influência de partidos políticos nas escolas. Foto Foto Taísa Medeiros

Por Maiquel Rosauro

A vereadora Luci Duartes – Tia da Moto (PDT) protocolou, na semana passada, uma moção de apoio ao Projeto de Lei 502/2019, conhecido como Escola Sem Mordaça. Todavia, ano passado, ela votou a favor da moção de apoio ao Projeto Escola Sem Partido, de autoria do vereador João Kaus (MDB).

Conforme Luci, não há contradição em seu requerimento, uma vez que ela afirma ter votado a favor da proposta de Kaus em razão da baderna gerada nas galerias da Casa pelos grupos contrários ao Escola Sem Partido.

“Eu sou contra a influência de partidos políticos dentro de qualquer escola. Independente de ser partido de direita ou de esquerda. E o que vi dentro da Câmara naquela ocasião foi exatamente o contrário. Meu voto seria contra a moção, mas os atos ali apresentados foram exatamente o contrário do que defendo. Vi partidos políticos se manifestarem de forma antidemocrática”, explica Luci.

A parlamentar também relata que não se arrepende de ter votado a favor da moção de Kaus, ressaltando ainda que defende uma escola livre de preconceitos e de influências religiosas.

“Escola sem mordaça não significa escola com partido. Não aceito que um professor de ‘direita’ ou um de ‘esquerda’ obriguem seus educandos a serem de sua mesma ideologia”, afirma Luci.

As sessões ordinárias voltam a ocorrer a partir de quinta-feira (21), na Câmara de Vereadores de Santa Maria. A proposta de Luci, possivelmente, será defendida na próxima semana.

 

Escola Sem Mordaça

A proposta da deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) institui o programa “Escola Sem Mordaça” em todo o território nacional. O objetivo é defender “os princípios de livre manifestação do pensamento, da liberdade de aprender, ensinar, pesquisar, ler, publicar e divulgar por todos os meios a cultura, o conhecimento, o pensamento, as artes e o saber, sem qualquer tipo de censura ou repressão, e do pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, bem como da laicidade e do respeito pela liberdade religiosa, de crença e de não-crença”.

 

Escola Sem Partido

A iniciativa da deputada federal Bia Kicis (PSL-RJ), que atualizava o projeto anterior (PL 7.180/2014, de autoria do deputado federal Erivelton Santana – PATRI), foi arquivada em dezembro do ano passado. Assim como seu antecessor, a proposta visava adotar medidas eficazes para prevenir uma suposta prática de “doutrinação política e ideológica” nas escolas, bem como a “usurpação dos direitos dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções”.

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6 Comentários

  1. Dizem que tem gente querendo propor a Câmara COM Mordaça.
    Dizem. Ouvi falar.
    Pode ser mentira.
    Ou não.
    Vai saber.

    Lá fora dizem: boca fechada não entra mosca.
    E não sai bobagem, completava sempre a Tia Zuca.

  2. Quero propor a Escola Sem Noção e também a Câmara de Vereadores Sem Moção

    Sem moção e sem mocinha, pela foto da volta, nossos vereadores são pessoas maduras.

  3. É contradição em cima de contradição, seu mandato recebeu nota 2 da minha pessoa….2 é insuficiente…na verdade quer estar na midia com isso….porque sabe que o povo vai julga la daqui menos de 2 anos e aguardem…vai para casa curtir uma aposentadoria.

  4. Mais um posicionamento contraditório da vereadora quando ela coloca:” Eu sou contra a influência de partidos políticos dentro de qualquer escola. Independentemente de ser partido de direita ou de esquerda”. Esta não foi a posição que ela adotou no Jantar ocorrido na segunda Feira no Avenida Tênis Cube quando foi comemorado a posse dos Diretores e vices diretores da escolas do município. Aproveitando a ocasião tia Luci deu para todos os Diretores e seus respectivos vices, um botão de rosa com um cartão onde aparecia seu nome e seu partido (PDT).

  5. A vereadora ganharia se não se envolvesse mais nesse tipo de discussão. O projeto que ela propõe apoiar é da deputada federal Talíria Petrone, do PSOL, partido cujos integrantes ela afirma terem se manifestado de forma antidemocrática na Câmara de Vereadores. É um comportamento esquizofrênico, pois há uma clara oposição entre as duas propostas, que ela finge não ver por pura conveniência.

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