Desafios políticos para mulheres – por João Luiz Vargas
Pois, acredite: elas “são mártires de momentos que não podem mais voltar”
A Legislação Eleitoral criou o percentual mínimo de trinta por cento de candidaturas femininas – o que sou totalmente favorável, nessa e em todas ações afirmativas de criação de cotas.
Norberto Bobbio, cientista político, considerou que a revolução das mulheres é um sinal seguro na marcha da igualdade. Muitos avanços – e eu posso dizer que a grande maioria – foram obtidos pela força feminina. Ainda resta muito a conquistar, no campo eleitoral, na diversidade de raça, credo e igualdade de gêneros.
Na cultura brasileira as mulheres sempre estiveram presentes em momentos históricos. Como na luta pela Independência do Brasil, quando Maria Quitéria precisou disfarçar-se homem para comandar um Batalhão no enfrentamento com os portugueses.
Os quilombolas na Bahia são frutos da luta da mulher negra contra a escravatura. Chiquinha Gonzaga, compositora com talento extraordinário, enfrentou preconceito e discriminação.
E assim tanta outras. Mulheres são mártires de momentos que não podem mais voltar, precisamos cada dia mais afastar a desigualdade racial, salarial e tantas outras.
(*) João Luiz Vargas, prefeito de São Sepé (ex-deputado, ex-presidente da Assembleia Legislativa e ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado), escreve habitualmente no site às sextas-feiras.
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