
Por Claudemir Pereira / Editor do Site
Não é exatamente o roteiro imaginado. O idealizado pelo PSD, o governador Eduardo Leite e seus apoiadores no PSDB (sigla a que pertenceu por 24 anos) era a ida em massa de tucanos ao partido de Gilberto Kassab e Ratinho Júnior.
O ex-partido de leite frustrou essa possibilidade, ao naufragar a fusão discutida e quase aprovada com os tucanos. E que, se concretizada, permitiria a saída (sem perda do mandato) de um grande número de deputados e vereadores do PSDB.
Com o fim da possível fusão, e sem outra a caminho (exceto Federação, que mantém a obrigação de fidelidade), somente líderes sem mandato, prefeitos e vices irão imediatamente com o governador, no rumo do PSD.
De Santa Maria, além do prefeito Rodrigo Decimo, tido como adesão certa, deve acompanhar Leite também o ex-prefeito e pré-candidato à Assembleia Legislativa, Jorge Pozzobom. Além deles, é provável que o presidente tucano, Guilherme Cortez, e o vice, Alexandre Lima, sigam o mesmo caminho. Mais alguém? Sim, desde que não seja vereador – pois para estes restará, sem risco da perda do mandato, apenas março de 2028.
Para saber mais do movimento do governador e da data para o ato festivo, confira material originalmente publicado no site do Correio do Povo, com texto de Taline Oppitz. A seguir:
“Ato de filiação de Eduardo Leite e líderes tucanos ao PSD-RS já tem data – Evento promete trazer mais uma leva de lideranças ao partido; a intenção é demonstrar a capacidade de mobilização do governador, que tenta viabilizar candidatura ao Planalto
Será no dia 30 de agosto o ato político e festivo, no Rio Grande do Sul, para marcar a filiação do governador Eduardo Leite ao PSD. A ficha foi assinada em maio, em São Paulo. Estarão presentes integrantes da cúpula do partido, como o presidente nacional Gilberto Kassab.
No ato, além de Leite, deve ingressar no PSD mais uma leva de lideranças. A definição da data para a realização do evento, que chegou a ser cogitado para ocorrer ainda em junho, estava na dependência de uma série de articulações em curso visando a filiação do maior número possível de tucanos no mesmo ato.
A intenção é demonstrar a liderança e a capacidade de mobilização do governador, que tenta viabilizar a pré-candidatura ao Planalto em 2026. Entre os prefeitos do PSDB, a expectativa é que a migração seja representativa. Já no caso de deputados federais e estaduais, as filiações somente poderão ser concretizadas no ano que vem, em março, durante o período da janela partidária.
O ingresso de líderes do PSDB no PSD foi um dos pontos combinados nas conversas entre Leite e Kassab enquanto sua filiação ainda era negociada. No início do mês, o PSD já havia registrado a composição da nova executiva estadual junto ao Tribunal Regional Eleitoral.
Além de Leite no comando, integram o grupo, como 1º vice, o chefe da Casa Civil, Artur Lemos, e como 2ª vice, a ex-senadora Ana Amélia Lemos. A realização do ato com as filiações de uma série de lideranças tucanas será politicamente simbólica e deixará o PSDB gaúcho em uma situação delicada.
Nacionalmente, o PSDB tenta viabilizar um caminho que garanta a sobrevivência do partido, que vem perdendo representação e protagonismo a cada eleição. Vista até recentemente como a tábua de salvação, a fusão com o Podemos naufragou após uma série de movimentos equivocados da cúpula nacional tucana.
O PSDB tem uma longa trajetória e deixou sua marca na história do país, mas atualmente, o partido vive da lembrança dos áureos tempos.”
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