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CÂMARA. Tubias derrota articulação dos governistas e cria comissão sobre o manejo de resíduos sólidos

Admar e Meneghetti tentaram frear a formação do colegiado nesta quinta (7)

Tubias Callil, do PL, será o presidente do colegiado que terá Helen Cabral, do PT, como relatora (Foto TV Câmara/Reprodução)

Por Maiquel Rosauro

O vereador Tubias Callil (PL) obteve uma importante vitória sobre o governo de Rodrigo Decimo (PSD) nesta quinta-feira (7), na Câmara Municipal de Santa Maria. O parlamentar conseguiu formar uma comissão especial para tratar de um assunto sensível à Prefeitura: analisar os impactos da obrigatoriedade de instituição da taxa de manejo de resíduos sólidos. A vitória acabou sendo dupla, uma vez que o colegiado será dominado pela oposição.

O pedido de abertura da comissão foi protocolado na quarta-feira (6) e, durante a sessão desta quinta (7), Tubias solicitou à inclusão na Ordem do Dia, passando à frente de cerca de dez comissões que estão na fila para serem criadas. De imediato, os vereadores Admar Pozzobom (PSDB) e Luiz Roberto Meneghetti (Novo), da base governista, partiram para o embate. No microfone de aparte eles tentaram fazer com que Tubias recuasse, mas o parlamentar do PL permaneceu irredutível.

Sem acordo entre os líderes de bancadas para ingresso da proposta na sessão, o presidente da Casa, Sergio Cechin (PP), determinou uma votação nominal entre todos os parlamentares. Dos 16 vereadores presentes, apenas Meneghetti votou contra.

Na tribuna, ao defender a proposta, Tubias disse que Santa Maria poderá perder os valores arrecadados com o aterro sanitário.

“Esse é o assunto mais importante depois da besteira que fizeram de entregar a Corsan para a Aegea. Santa Maria vai deixar de arrecadar R$ 200 milhões por ano”, disse Tubias.

O parlamentar também afirmou que existe a possibilidade de, no futuro, a Aegea (que hoje atua no saneamento básico) atuar no aterro sanitário de Santa Maria.

Durante a formação da comissão, as bancadas de oposição (PT, PSol e PCdoB) votaram em Helen Cabral (PT), enquanto PSDB, PP, UB e Novo votaram em Givago Ribeiro (PSDB) e PL, MDB e Republicanos votaram em Adelar Vargas (MDB).

A estratégia governista para conseguir maioria na comissão quase deu certo. Com quatro votos, Givago conseguiu um assento, mas Adelar acabou perdendo a vaga para Helen porque o bloco de oposição representa um número maior de vereadores.

Tubias, membro nato por ser o autor da proposta, será o presidente do colegiado. Givago atuará como vice-presidente e Helen será a relatora.

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