Prefeituras. Cúpulas nacionais imaginam ter poder para decidir aliança municipal. Se enganam
Dentro de 18 meses menos poucos dias, o Brasil vai às urnas mais uma vez. E é bom. Eleição ajuda a fortalecer a democracia, ainda mais como a nossa, tão tenra em idade. O cidadão nem sempre lembra, mas faz apenas duas décadas que o País voltou a conviver com a plenitude democrática. Talvz até por isso, vez por outra, leio e ouço gente saudosa dos tempos em que não se podia dar um pio – que o sujeito era um subversivo.
Enfim, ano que vem tem eleição, de novo. E o embate se dará em nível municipal. Bem diferente, creia, do que um pleito de caráter estadual ou nacional. Aqui, na comuna, o que interessa é a questão local. Pouco se dá, do ponto de vista do eleitor, quem é o Presidente da República ou, no caso gaúcho, a Governadora do Estado. Creia, é assim que é.
A exceção, e põe exceção nisso, talvez seja a capital dos Estados. E assim mesmo de alguns, mais importantes. São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e (quem sabe) Porto Alegre podem ter algum outro significado. No caso paulista, nacional; na província do Rio Grande, a relevância é estadual, nada além disso.
Por essas e outras que considero importante, mas não necessariamente relevante, a intenção de um grupo de partidos, todos aliados do presidente da República, mas tentando se descolar do núcleo governista representado por PMDB e PT, de marchar juntos na maior parte dos municípios ou, pelo menos, nas capitais – como você poderá conferir, se aceitar a sugestão de leitura, que é feita ao final deste texto.
Na verdade, inclusive pelo caráter local, muito improvavelmente se levará em conta, por exemplo, o pleito presidencial de daqui a quase quatro anos. Mais interessa, para ficar aqui na paróquia, ao eleitor santa-mariense a política de alianças local, e não nacional.
PSB, PDT e PC do B fazem parte desse bloquinho, como está sendo chamado o grupo de siglas que alinhou-se à candidatura do comunista do B Aldo Rebelo, do PC do B, à presidência da Câmara dos Deputados. Pois os três, na boca do monte, vão se aliar ao PT – independente da sugestão da cúpula. E isso vai se repetir em vários outros locais. Não, não significa que pedetistas, socialistas e comunistas morram de amores pelo petismo. A questão é pragmática e comunal, simplesmente isso.
Então, pra finalizar, a idéia de união tão nacional quanto possível da trinca (e também PHS, PMN e PAN) será mantida como diretriz. Nunca como ordem. Inclusive porque, se for, dificilmente se poderá contar com seu cumprimento em boa parte das comunas, até mesmo nas capitais, que seriam o alvo prioritário. O resto é conversa. E só.
SUGESTÃO DE LEITURA – confira a reportagem Bloco de 6 partidos prepara nomes para 2008, publicada pelo G1, o portal da Globo, com informações da agência britânica Reuters.
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