Pacotaço. Entidades e lideranças empresariais de Santa Maria firmam posição. São contra
A Feisma, a multifeira de Santa Maria, encerrou agora há pouco, no Centro Desportivo Municipal. A avaliação, e o número de visitantes, entre outros detalhes, serão conhecidos oficialmente apenas nos próximos dias. No entanto, do ponto de vista das entidades empresariais, ao menos num ponto há acordo: são contra o Plano de Recuperação do Estado, na forma como foi colocado pela governadora Yeda Crusius, no conjunto de projetos enviado à Assembléia Legislativa.
Essa posição dos empresários e suas lideranças na boca do monte foi explicitada em manifesto tornado público no final da tarde de sexta-feira, na própria Feira. Quem conta os detalhes é a assessoria de imprensa da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Santa Maria (Cacism), em material distribuído aos veículos de comunicação. Confira:
Dez entidades participam do ato contra
o pacote do governo na FEISMA
Dez entidades empresariais de Santa Maria assinaram o manifesto contra o pacote do governo do estado em ato público, no estande do Feirão dos Impostos, no Pavilhão Imembuí, na FEISMA Multifeira de Santa Maria.
O ato chamado pela Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Santa Maria (CACISM), aconteceu às 17h30min. Participaram do ato, os presidentes CACISM, José Roberto De Nardin; CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), Leo Retzlaff; ADCE (Associação dos Dirigentes Cristãos de Empresas), Vicente Borin; Associação Rural de Santa Maria, Rodrigo Menna Barreto; Associação dos Profissionais de Contabilidade de Santa Maria, Luiz Fernandes da Rosa Pohlmann. Também assinaram o documento de protesto o Vice-Presidente Regional da CIERGS (Confederação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul), Emerson Vontobel; e o Vice-Presidente Regional da Federasul, Jorge Aita.
Os Presidentes do Sindilojas, Cezar Augusto Gehm, e do SIMMAE, Pedro Stangarlin, não participaram do ato, mas assinaram o documento.
Depois da assinatura, as lideranças distribuíram material informativo para os visitantes da FEISMA, explicando os danos para a economia do projeto encaminhado pela Governadora Yeda Crusius.
Foi decidido, na ocasião, que as entidades farão campanhas entre seus associados e clientes das empresas associadas para reforçar a mobilização e pressionar o governo e os deputados pela retirada do projeto e não aprovação.
José Roberto De Nardin destacou que a comunidade empresarial está numa luta ferrenha contra o aumento de impostos. Não é possível aceitar mais nenhum aumento em uma carga tributária média de 40%. Somos a favor de um Estado eficiente que cuide de promover as necessidades básicas, mas a solução para a crise do estado deve ser buscada em outras ações, como a acertada venda de ativos, redução de cargos de comissão. Já que a governadora não veio estamos encaminhando uma carta para ela. Temos certeza de que outras entidades se somarão a esta iniciativa, ressaltou De Nardin.
Emerson Vontobel, representando o sistema CIERGS/FIERGS, enfatizou: nós sabemos que o Rio Grande do Sul vive o pior momento econômico de sua história e que não é um problema que surgiu nesse governo, mas este remédio que está sendo proposto não vai tirar o paciente da UTI. Vai até prolongar a estada na UTI. Precisamos de soluções definitivas. Não são os impostos que devem sustentar o Estado, é o crescimento econômico. No Brasil com a média tributária de 40%, o crescimento econômico tem sido de 3%. Na Argentina, onde a carga tributária média é de 20%, o crescimento foi de 9%.
SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui outras informações sobre a Feisma, a multifeira de Santa Maria, divulgadas pela assessoria de imprensa da Cacism.





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