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Detran. Depoimentos na CPI, em função da “lei do silêncio”, são, antes de tudo, muuito chatos

Antes do meu comentário, dê uma lida no que escreve a jornalista Rosane de Oliveira, da Rádio Gaúcha e Zero Hora, no blog que assina na versão online do jornal. Logo em seguida, a minha opinião. Acompanhe:

 

“Deputado denunciará abuso na Lei do Silêncio

. Indiciados pela Operação Rodin, que foram beneficiados com liminar da Justiça para não responder a perguntas da CPI do Detran sob risco de auto-incriminação, não estão agindo conforme a lei ao exercer o direito ao silêncio. A afirmação é do presidente da CPI, deputado Fabiano Pereira (PT).

Em entrevista ao Gaúcha Atualidade, Pereira disse que os depoentes não tem feito a sua parte ao não falar sobre questões de natureza diversa e que vai encaminhar junto ao Ministério Público Federal um pedido de denúncia.

– Nós vamos encaminhar, denunciar ao MP federal, colocando exatamente essa situação do abuso à Lei do Silêncio e também do descumprimento da ação judicial no que diz respeito a não falar sobre questões de natureza diversa como a própria decisão coloca – disse.”

COMENTÁRIO CLAUDEMIRIANO: assisti, na semana passada, e também na noite de anteontem, os depoimentos na CPI do Detran, na Assembléia Legislativa.

 

Abrir parêntese: os interessados podem acompanhar tudo pela internet (clique aqui e busque TV Assembléia ou Rádio Assembléia). Fechar parêntese.

 

Vou contar uma coisa pra você: é de uma chatice só. Ainda que se possa, inclusive pelas feições dos depoentes, perceber quem está tergiversando, falando a verdade ou mentindo, é no mínimo frustrante notar que a quase totalidade simplesmente foi lá para não falar. E, sem entrar no mérito da decisão judicial, é evidente que ela serviu apenas aos depoentes. E não à sociedade. Por que eles não podem falar? Por que eles não devem falar? Por quê? Essa pergunta não me é respondida. E olha que quem está escrevendo aqui é alguém que tem perfeita noção de que uma CPI sempre comporta uma boa chance para a pirotecnia. Que, aliás, é no que ela se transformará, se não puder ter resposta dos convocados.

 

EM TEMPO: o que escrevi acima não vale para todos os depoentes, mas para a grande maioria, sempre é bom ressalvar.

 

 

SUGESTÃO DE LEITURAconfira aqui, se desejar, outras notas publicadas pela jornalista Rosane Oliveira.

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