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Eleições 2006. Propaganda no rádio e na TV com mais conteúdo e “menos embalagem”

Os publicitários Marcelo Fortes (Tríade) e Armando Ribas Neto (Publicittá têm experiência em propaganda política. Ambos já trabalharam em episódios eleitorais. Por isso, e por sua qualidade como profissionais, têm condições de, ao menos, imaginar como deva ser o chamado popularmente “horário eleitoral gratuito”, que entra no ar nesta terça-feira, 15 de agosto, e vai até 28 de setembro, para o primeiro turno.

E é o depoimento de Fortes e Ribas que dá ainda mais vida à reportagem assinada por Thiago Buzatto, que o jornal A Razão publica em sua edição deste final de semana. Provocados pelo repórter, ambos discutem as possíveis estratégias dos concorrentes e os seus eventuais resultados. Confira:

”Vem aí o Horário Eleitoral Gratuito
A partir de terça, candidatos invadem as rádios e canais abertos de televisão em busca do seu voto

Eles estão chegando! A partir desta terça-feira, sete candidatos à presidência da República, dez ao governo do Estado, dez ao senado e centenas de postulantes à Câmara dos Deputados e à Assembléia Legislativa ocuparão, diariamente 2h10 do tempo da programação do rádio e da televisão para apresentar suas propostas em busca de votos.

Embora para a maioria das pessoas o horário represente apenas um incômodo, para os partidos é uma grande chance de atingir uma vasta gama de eleitores e alcançar uma margem de votos suficientes para garantir aos seus candidatos um mandato de quatro anos (oito, no caso dos senadores).

Esse descrédito do horário eleitoral gratuito com os eleitores devem trazer um desafio para os marqueteiros das siglas e coligações. Com o rigor imposto pela “minirreforma eleitoral”, que proíbe a realização de showmícios, a divulgação de candidatos em out-doors e a distribuição de brindes, entre outros, a preocupação dos candidatos está no modo como fazer com que o tempo eleitoral na TV e no rádio “prendam” a atenção dos eleitores até o pleito de 1º de outubro.

Ainda que seja apenas especulação, algumas estratégias apresentadas por candidatos em pleitos passados podem não dar certo desta vez. é o que acredita o publicitário Armando Ribas, para quem o “conteúdo” dos concorrentes desta vez vai ter que ser melhor do que a sua “embalagem”. “Não vai adiantar os candidatos dizerem que são a renovação, que são diferentes dos demais, que com eles as coisas vão funcionar”, aposta. “Desta vez acho que eles vão ter que demonstrar que conhecem melhor os problemas de fato da população e da abrangência do cargo que eles disputam”, alerta Ribas.

O publicitário afirma, também, que os postulantes aos cargos legislativos e executivos terão que buscar identificação com o eleitor. “Tem que mostrar conhecimento de causa. Tem que se cercar de antemão de especialistas de cada área que vão assessorá-los futuramente, caso se elejam, para mostrar que conhecem os problemas de cada segmento”, completa.

Para o também publicitário Marcelo Fortes, a chave desta vez será a transparência. “Acho que as pessoas não querem mais ver pirotecnia, não querem ver nada inventado, maquiado, mas apenas a verdade”, recomenda. “Os candidatos deverão transparecer credibilidade”, aposta.

Ambos os publicitários, que já tiveram experiências em campanhas políticas, também alertam para algumas táticas que poderão não ser muito simpáticas aos eleitores. “Acho que a denúncia fácil não vai dar muito ibope. Ninguém mais quer ver isso. Querem é ver propostas para a saúde, educação, economia”, acredita Marcelo Fortes.

Já Armando Ribas aposta que, devido ao desgaste que escândalos como “mensalão” e “sanguessugas”, a obrigação imposta pela minirreforma eleitoral para que os candidatos prestem contas dos gastos de campanham vão chamar a atenção dos eleitores. “Hoje, acho que quem esbanjar recursos pode ser prejudicar porque há um sentimento de revolta com os políticos. O eleitor pode pensar assim: ‘esse cara está colocando dinheiro demais na campanha. Ele deve estar roubando’”, explica.

Tempo na televisão e no rádio – Embora aparentemente os candidatos com maior espaço no Horário Eleitoral Gratuito possam ter vantagem sobre os demais, o efeito da grande exposição pode não ser o esperado. “Assim como quem tem pouco espaço pode não ter tempo suficiente para desenvolver suas idéias, programas muito longos podem se tornar repetitivos demais”, acredita Fortes. “Ter conteúdo suficiente para programas longos é muito difícil. Quem tem menor tempo poderá trabalhar o espaço com mais qualidade” completa Ribas…”


SE DESEJAR ler a íntegra da reportagem, pode fazê-lo acessando a página do jornal na internet, no endereço www.arazao.com.br, ou na versão impressa, nas bancas desde as primeiras horas deste sábado.

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