Eleições 2010. Provável futuro presidente nacional do PT é problema real para Tarso Genro
A situação pode se complicar, no PT do Rio Grande do Sul. Foi lançado à presidência do PT nacional, para pleito interno que ocorre em outubro, o presidente da BR Distribuidora e ex-presidente da Petrobrás, José Eduardo Dutra, ex-senador por Sergipe. Os patrocinadores da candidatura são os integrantes da maior corrente interna petista, a Construindo um Novo Brasil – o que, de cara, torna Dutra favorito na disputa do final do ano.
Onde está o problema para o PT gaúcho e, especialmente, o ministro da Justiça Tarso Genro, que é apoiado pela maioria das tendências regionais do partido, para disputar o Palácio Piratini em 2010? Simples: Dutra, assim como a maioria dos dirigentes atuais da sigla, defende a subordinação das disputas estaduais à nacional. Traduzindo: o que importa é Dilma, mesmo que se sacrifiquem candidaturas regionais.
Deu para entender o rolo? Pooois é. Mais informações, inclusive sobre esses enroscos estaduais (do qual o Rio de Janeiro consta como ainda mais emblemático do que o do Rio Grande do Sul), além das possíveis dificuldades para Dutra se impor na presidência petista, você encontra na reportagem de Catia Seabra e José Alberto Bombig, na Folha de São Paulo. A foto é de José Cruz, da Agência Brasil. Confira:
Presidente da BR é indicado para a presidência do PT
Ao ser lançado ontem candidato à presidência do PT pela maior corrente do partido – a Construindo um Novo Brasil – o presidente da BR Distribuidora, José Eduardo Dutra, deixou evidente qual será uma de suas principais missões se for eleito: subordinar o partido nos Estados à costura de uma aliança em torno da candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) ao Planalto.
Após a reunião, Dutra reproduziu o discurso recorrente nos dois dias do encontro: “a lógica nos Estados não pode se sobrepor à aliança nacional”. “O foco do PT é garantir o terceiro mandato com a Dilma. E, para isso, são necessárias as alianças”, disse Dutra, que presidiu a Petrobras entre 2003 e 2005, quando Dilma era ministra de Minas e Energia.
Tanto Dutra como o atual presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), defendem a construção de amplo arco de apoio a Dilma, ainda que o PT seja sacrificado nos Estados. Um caso concreto é o Rio de Janeiro. Ambos afirmam que lá o partido deve manter o acordo com o PMDB…
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