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Reformas. Se a política não veio, é possível acreditar na tributária ou na trabalhista?

É, por largos setores de opinião (e opiniáticos também), consensual a idéia da necessidade de que sejam implantadas no país pelo menos três reformas: a política, a previdenciária e a tributária. E que, sem elas, embora as condições conjunturais fabulosas, não se chegará ao desenvolvimento pleno para a maioria da população.

 

Como não sou exatamente a favor do consenso, pois imagino ser do dissenso que surge a luz, tomo a liberdade de não ter muita certeza em relação à reforma da previdência. Entendo que, antes, deve vir a trabalhista – sem perda de direitos conquistados, mas com certeza com a desoneração das contratações. De alguma maneira, isso precisa ser feito.

 

E é nesse ponto que há uma relação com a reforma tributária. Com a desoneração do trabalho, obviamente o governo terá que abrir mão de recursos, já que não é adequado cogitar em mais perdas do lado do trabalhador e das empresas.

 

Viu como é complicado? Pois é. Talvez por isso eu próprio tenha acreditado, e dancei, num mínimo de reforma política. Essa, imaginava eu na minha santa inocência, poderia ser possível. E não foi. Ao menos por enquanto.

 

Então, por que vou acreditar que existam condições para que se implante algum tipo de mudança na questão tributária ou na trabalhista? Pois é… Pois é…

 

 

SUGESTÃO DE LEITURA – confira a nota “As reformas estruturantes ficam para depois”, de Murilo Murça, publicada na página de Etevaldo Dias na internet.

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