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Observatório. Confira a versão original da coluna publicada neste sábado, 28 de março

“APOSTA: MANDATO DOS SUBPREFEITOS SERÁ PRORROGADO POR MAIS UM MÊS”

 

 

NÃO DUVIDE – Por razões diversas, inclusive a falta de consenso (ou da convicção) no governo acerca do que fazer, é bastante provável que o mandato dos atuais subprefeitos seja prorrogado em pelo menos mais um mês.

 

 

 

“CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL BEM MAIS QUE SAÚDE. É A IDÉIA EM GESTAÇÃO”

 

 

Pode anotar: o Consórcio Intermunicipal de Saúde, agora sob a presidência do santa-mariense Cezar Schirmer, tende a se espraiar para outras áreas do interesse comuns às comunidades regionais. O objetivo não explicitado, mas evidente, é dar mais consistência ao organismo, que passaria a tratar, por exemplo, de tratamento de lixo. Sem falar, claro, nas reivindicações de caráter econômico e/ou político.  Obviamente, o nome também mudaria.

 

O assunto será tratado em jantar que acontece segunda-feira, em Santa Maria. Em torno de uma mesa, além de Cezar Schirmer, estarão os outros integrantes do Conselho de Administração do Consórcio: os prefeitos municipais de São Francisco de Assis, Jorge Ernani da Silva Cruz (vice-presidente), Ari Alves da Anunciação, de Agudo, Júlio Cesar Vieiro Ruivo, de Santiago e João Vestena, de Júlio de Castilhos.

 

 

 

“PMDB DÁ LARGADA PARA 2010 EM SANTA MARIA”

 

 

Pedro Simon, o presidente, com certeza. Eliseu Padilha, o secretário geral, também. Além do anfitrião, Cezar Schirmer. Mas nenhum dos três é pré-candidato a alguma coisa, em 2010. Em todo caso, Germano Rigotto (que quer concorrer ao Senado, mas pode ser instado a disputar de novo o Palácio Piratini) estará. Assim, se vier também José Fogaça, prefeito de Porto Alegre e melhor posicionado do partido nas pesquisas de intenção de voto para Governo do Estado, fica completa a constelação do PMDB no encontro regional marcado para este sábado, em Santa Maria.

 

Se o peemedebismo voltará ao Palácio como dono, e não como integrante do consórcio de poder, como hoje, ninguém pode saber. Mas, ao menos do ponto de vista da militância e, em menor escala, do eleitor, não há dúvida de que é o primeiro dos protagonistas da política do Rio Grande a projetar com nitidez a disputa que vai se dar ano que vem.

 

O da boca do monte é um de uma série de oito trololós regionais. Que servem quase nada para uma decisão definitiva, o que deve ocorrer apenas a partir do desembarque do governo Yeda, em data ainda imprecisa, mas que não passa de abril de 2010 – se a governadora não o fizer saltar antes. Mas é fundamental para, a ano e meio do pleito, aferir a febre da militância, por exemplo, em relação aos nomes de Rigotto e Fogaça. É saber para que lado anda a base do partido quanto às inevitáveis alianças a ser formadas. É o que se verá neste sábado, no Cerrito, a partir das 9h30.

 

 

 

“NA BOCA DO MONTE, DOIS ROLOS DE BOM TAMANHO NO CAMINHO PEEMEDEBISTA”

 

 

É pouco provável, mas não é impossível que, no encontro peemedebista deste sábado, do PMDB gaúcho, se discuta a situação de Santa Maria. Mas, aqui, há um problema certo (e sério) a caminho. Como será o comportamento do partido em relação a um dos vértices do poder local, Jorge Pozzobom – que seja à Assembléia ou a Câmara, concorre em 2010. E não apoiará o pretendente do PMDB ao Piratini, fiel a Yeda Crusius que é. O outro rolo, mas queeem sabe menos complicado é a candidatura de José Farret, pelo PP, à Assembléia. Se haverá confronto com Tubias Calil, com a mesma pretensão, ao menos para o Governo do Estado podem estar no mesmo palanque. Podem.

 

 

 

“JÁ FOI MAIS, MAS SANTA MARIA AINDA TEM SUA INFLUÊNCIA NA POLÍTICA DO RS”

 

 

A seção “Não custa lembrar”

 

 

Em 28 de abril de 2001:

 

“* Historicamente, Santa Maria sempre teve forte influência na sucessão estadual. Aliás, um governador (Walter Jobim) e um vice (João Gilberto Lucas Coelho), em épocas distintas, já até surgiram a partir daqui.

* Isso sem falar em outros importantes membros dos primeiros escalões de governo e, não se esqueça, até mesmo a proposta de criação dos Conselhos de Desenvolvimento, que tem origem em Santa Maria.

* A tendência é uma repetição, no pleito de 2002. Ao menos na fase de articulação e na própria campanha. Exemplos: Tarso Genro pode ser o candidato petista ao Piratini; e Cezar Schirmer almeja ser presidente do PMDB,  partido que (talvez) seja o maior da oposição.”

 

Hoje:

 

Passados exatos oito anos, menos um mês, da publicação das notas acima, na seção “Luneta”, e algumas constatações podem ser feitas. Uma é que Cezar Schirmer, que venceria a eleição de então e se tornaria presidente da do PMDB/RS, inclusive com o apoio do deputado Eliseu Padilha (de quem é adversário interno hoje), será ouvido, na escolha do candidato ao Piratini. Inclusive porque, eleito prefeito de Santa Maria, voltou ao protagonismo deixado de lado na suplência de deputado federal. E Tarso Genro tende a ser, mesmo, o candidato do PT ao Governo. É, talvez, menos influência do que Santa Maria já teve. Mas mais do que se poderia imaginar, por exemplo, há dois anos.

 

 

 

“E DIZER QUE HÁ 150 MEDALHAS, COMENDAS OU QUETAIS DISPONÍVEIS A CADA ANO”

 

 

A seção Luneta

 

 

A prefeitura tem carta na manga, e nela algo hoje imperceptível, ou é conveniente acreditar em confronto, na discussão sobre aumento salarial para o funcionalismo.

 

Tem gente maluca (o tal de cidadão, que às vezes parece bobo) para saber por que a Câmara não publicou na internet quaisquer atas das nove sessões ordinárias já acontecidas em 2009.

 

A única disponível é a que deu posse aos atuais edis, em 1º de janeiro. Ah, e foram duas reuniões da Comissão Representativa, no recesso. Nenhuma tem ata publicada.

 

São 644 comendas, medalhas e quetais concedidas em uma legislatura, segundo informação da própria Câmara. Mais de 150 por ano.

 

A proposta em tramitação reduz esse número para 124, ou 31 por ano, em média. Ainda é muito. Mas palatável. Melhor será quando baixar para uma dezena, se tanto.

 

Quando? No momento em que toda a população adulta da cidade tiver pelo menos um parente comendado ou medalhado. E isso não demora, creia.

 

Pedro Aguirre pode se mandar do governo, embora negue, se lhe for perguntado. De todo modo, em círculos próximos, não esconde descontentamento. Que pode passar.

 

Jorge Pozzobom será secretário extraordinário de Assuntos Regionais (ou que nome seja escolhido). Mas só depois que for criada a Fundação de Assistência Social.

 

Prefeito ainda não sabe onde alojar a coordenação do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Pode virar também secretaria extraordinária. Mas não é provável.

 

Pastor Ricardo, do PRB, está procurando pavimentar o caminho que o levará à base do governo de Cezar Schirmer..

 

Se a eleição para reitor da UFSM fosse disputada foooora da instituição, mais exatamente no calçadão, o pleito previsto para junho já estaria decidido.

 

Um erro, pelo qual a coluna se penitencia: o Encontro das Mulheres Políticas da Região Central foi no dia 25, esta quarta-feira, e não no último sábado, como publicado.

 

Ah, uma novidade. Em maio volta ao vídeo o Claudemir Pereira Café. Com muitas novidades. Pode esperar.

 

Você também pode encontrar este colunista diariamente às 7h30, e ao meio dia, na rádio Antena 1; e a qualquer momento no site www.claudemirpereira.com.br.

 

 

 

“CAMELOS DEMAIS PARA CCS DE MENOS”

 

 

Proposta de Schirmer é

racional. Mas nem todos

pensam com o cérebro

 

Qualquer cidadão minimamente interessado nas coisas da cidade encontra facilmente motivos para gostar da reforma patrocinada pelo prefeito Cezar Schirmer e que será agora apreciada pela Câmara. Pelo menos, obviamente, no que toca à valorização dos quadros permanentes da administração e na prometida eficiência, a partir do novo organograma.

Dito isto, parece também evidente que, a par da concordância pública, que redundará numa fácil aprovação pela folgada maioria dos edis governistas, algumas questões de natureza política poderão opor resistência no médio e longo prazo.

 

A principal delas é exatamente a redução numérica dos Cargos de Confiança. Os CCs, até agora, podem chegar a 275. Com a modificação, não poderão ultrapassar os 190. Será necessário um poder de convencimento muito além do normal para que Schirmer contenha “sua indiada” – no dizer de um veterano político ouvido pelo colunista e que, por ligado ao bloco de poder, prefere o anonimato.

 

Afinal, há uma sede de camelo de muita gente que, analogamente aos 40 dias sem beber do habitante do deserto, não agüenta ficar oito anos sem poder mamar e agora, num canetaço, pode ver sua chance se esvair. O caso fica particularmente complicado porque, como se trata de um consórcio, não faltam associados a exigir seu quinhão. Que, se não atendido adequadamente, criará problemas políticos bastante graves ao governo. Isso, não obstante os méritos da proposta, que qualquer ser normal reconhece. A coluna repete: nooormal. Talvez não seja o caso, aqui.

 

 

 

 

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