Juro maior. A questionável decisão que vai inundar o país de US$s, mas inibirá o crescimento
Sei que o tema é árido e bastante controverso. Mas é no mínimo discutível que o Comitê de Política Monetária, que age sob a tutela do Banco Central, tenha decidido aumentar a taxa básica (Selic) dos juros brasileiros. É a maior do mundo, pra variar. Isso tem conseqüências sérias e que podem levar à inibição do crescimento econômico e não necessariamente vai conter a inflação.
Há, no entanto, alguns efeitos práticos que começam a ser festejados por quem não exporta, por exemplo. Um deles é a ampliação dos recursos em Dólares, moeda que ficará mais barata. Ok, ok, ok. Não é tão simples assim, nem sou autoridade no tema. Então, que tal darmos uma lida em reportagem publicada nesta quinta-feira, pelO Estado de São Paulo?! Confira:
Dólar é o mais baixo desde 1999. E deve cair ainda mais
Elevação da Selic traz mais dólares ao País, o que valoriza o real e torna exportações menos competitivas
O primeiro efeito da alta do juro já pôde ser sentido antes mesmo do início da segunda parte da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no fim da tarde de ontem (quarta). A expectativa de elevação da taxa Selic fez o dólar cair para R$ 1,663, menor valor desde maio de 1999.
Para analistas, a alta do juro deverá reforçar a tendência de ingresso de recursos de curto prazo no País, contribuindo para maior valorização do real. Como a queda do dólar estimula as importações e torna as exportações menos competitivas, o efeito da pressão sobre a taxa de câmbio pode ser uma piora nas contas externas.
A entrada de recursos será estimulada porque vai aumentar a diferença entre os juros no Brasil e os cobrados nos principais mercados externos. Assim, os investidores serão incentivados a fazer as chamadas operações de “arbitragem”, em que captam recurso lá fora e aplicam no mercado brasileiro, ganhando com a diferença.
O fluxo de dólares ao Brasil vem se mantendo forte, apesar da turbulência internacional. Nas duas primeiras semanas deste mês, segundo informou ontem o Banco Central (BC), entraram US$ 5,435 bilhões no País, valor maior que os US$ 4,362 bilhões de igual período de abril de 2007, quando a crise americana ainda não existia.
O aumento ocorreu até nos investimentos financeiros, os mais vulneráveis ao nervosismo do mercado. Nas duas primeiras semanas do mês, ingressou no País US$ 1,714 bilhão para…
SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui a íntegra da reportagem Dólar é o mais baixo desde 1999. E deve cair ainda mais, de Fernando Nakagawa e Leandro Modé, nO Estado de São Paulo.





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