Operação Rodin. Por que o inquérito da PF, e a palavra de alguns, assusta tanto os políticos?
Opiniões a parte, e invariavelmente discordo delas, o jornalista Políbio Braga é tido como bem-informado. Pois leia o que ele escreveu, no fim da tarde desta terça-feira (e deve reproduzir agora de manhã) na sua página na internet. No final, o meu comentário. Acompanhe:
Vaz Neto teria dito o que sabe e o que não sabe sobre o Detran para a Polícia Federal
O clima é de pânico entre muitas lideranças importantes do Estado, conforme checou esta tarde a equipe desta página na Assembléia do RS.
. As informações que ganharam força hoje vão requentando insiders do fim de semana, que davam conta da disposição do ex-presidente do Detran-RS, Flávio Vaz Netto de abrir o jogo na CPI do Detran. O que se sabe é que no seu último depoimento à Polícia Federal (que durou mais de oito horas) sobre o envolvimento de políticos e empresários investigados na Operação Rodin, Vaz Neto teria falado o que sabe e o que desconfia. Magoado com o seu partido, o PP, que lhe virou as costas tão logo o assunto veio à tona, Vaz Netto soltou o verbo e mostrou o caminho das pedras aos policiais federais.
. A grande expectativa, agora, é se ele repetirá tudo que disse à PF em seu depoimento na CPI da Assembléia Legislativa.
COMENTÁRIO CLAUDEMIRIANO: Não há dúvida alguma sobre a devastação provocada pela Operação Rodin. Muitas reputações estão sob suspeita, inclusive em Santa Maria. Mas, antes que o inquérito seja concluído, é muito difícil saber o que exatamente disseram os mais de 30 depoentes à Polícia Federal.
Inclusive porque não se sabe, há medo, muuuuito medo. Ou pânico, como escreveu Políbio, entre muitas cabeças coroadas da política gaúcha. Talvez por isso, ou certamente por isso, a base do governo vetou (pelo menos por enquanto) a requisição dos documentos do inquérito da PF. Por quê? Ainda não desconfia?
SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui se desejar, outras notas publicadas por Políbio Braga.





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