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Análise. Eleições no Congresso obrigarão Lula a administrar dois PMDBs, os de Temer e Sarney

Não que tenha sido diferente, nos últimos seis anos. Afinal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sempre se viu à frente de dois fortes PMDBs. Um o da Câmara, que sempre teve a liderança do paulista Michel Temer. Outro o do Senado, em que pontifica José Sarney, com a coadjuvância de Renan Calheiros – que agora se reabilita politicamente depois do enrosco em que se meteu há ano e meio (confira a seção “Não custa lembrar, lá embaixo).

 

Mas há uma diferença fundamental, agora. Aliás, duas. A primeira é que Temer e Sarney não apenas lideram os dois grupos peemedebistas como presidem as duas Casas do Congresso, ao mesmo tempo. E a foto que ilustra esta nota (de Fabio Pozzebom, da Agência Brasil) é emblemática do que terá que fazer Lula, no meio de ambos. E a segunda mudança é cronológica; afinal, se está à beira de uma campanha eleitoral para a presidência de República. E isso, sim, pode mexer profundamente na relação entre as partes.

 

Em todo caso, sejam dois ou mais os PMDBs, o fato é que o partido, como mostra a reportagem a seguir, publicada originalmente na versão online da Folha de São Paulo, mostra que a agremiação, tomada no todo, está tão forte quanto sempre. Acompanhe:

 

“Com Michel Temer e José Sarney, PMDB vai presidir Câmara e Senado

 

Com Michel Temer (SP) e José Sarney (AP), o PMDB vai presidir a Câmara e o Senado. A última vez que o PMDB comandou o Senado e a Câmara ao mesmo tempo foi no biênio 1991-1992, com o senador Mauro Benevides (CE) e o deputado Ibsen Pinheiro (RS).

 

Temer foi eleito presidente da Câmara com 304 votos. Sarney venceu a disputa com 49 votos. Ao assumir o cargo, Temer disse que sua gestão não seria a do PMDB, mas a de todos os deputados. Agora não há eleitores e não eleitores. Há deputados do Poder Legislativo brasileiro.” “Não sou deputado eleito pelo PMDB em favor do PMDB. Sou deputado eleito presidente da casa integrada por vários partidos. Tenho consciência do papel que a vida nos entrega.”

 

No Senado, Sarney anunciou o corte de 10% nas despesas da Casa Legislativa como primeira medida a ser adotada durante a sua gestão. Sarney vai reunir na quinta-feira a nova Mesa Diretora da Casa, que será eleita ainda hoje, para anunciar o corte nas despesas do Senado.

 

“Vou determinar o corte de 10% em todas as despesas do Senado, ao mesmo tempo em que vamos iniciar a reavaliação de toda a área administrativa, de modo que se possa até ampliar essa economia”, afirmou. O orçamento aprovado para este ano é de R$ 2,7 bilhões.

 

 

SUGESTÃO DE LEITURA – confira a íntegra da reportagem “Com Michel Temer e José Sarney, PMDB vai presidir Câmara e Senado”, publicada pela versão online da Folha de São Paulo.

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