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Guerra Civil. Dinheiro federal para o combate

Depois de muita discussão, de lá e de cá, pressões daqui e dali, reclamações de aqui e acolá, finalmente algo concreto sai de Brasília – e é aceito, embora considere pouco pelo governo estadual – para São Paulo. É parte da ajuda federal para combater a violência em território paulista, provocada por ações lideradas pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).

São R$ 100 milhões a serem depositados nos cofres do Fundo de Segurança Pública de SP. O dinheiro, como conta Josias de Souza em sua página na internet, é parecido com o que só havia sido disponibilizado antes ao tempo da desativação do Carandiru, a tristemente famosa penitenciária da capital bandeirante em que morreram, massacrados pela Polícia Militar, mais de uma centena de apenados.

Sobre a liberação dos recursos e outras providências, além de mais uma análise do profissional sobre a insegurança que se abateu sobre território paulista, leia o que escreveu mais o jornalista que faz parte dos quadros da Folha de São Paulo:

”Lula libera R$ 100 mi para área da segurança em SP

O governo federal resolveu, finalmente, transformar em cifrões a oferta de ajuda ao Estado de São Paulo, às voltas com a administração de uma encrenca que se tornou inadministrável: a segurança pública.

Após reunir-se pela enésima vez com o governador Cláudio Lembo, o ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) informou que Brasília decidiu liberar R$ 100 milhões do Fundo de Segurança Pública para São Paulo. A pergunta óbvia é a seguinte: por que só agora?

Segundo Bastos, liberação desse porte é coisa inédita. Algo parecido só foi feito na época da desativação do Carandiru. Metade do dinheiro será usada na reconstrução de cadeias destruídas em rebeliões. A outra metade será aplicada na aquisição de equipamentos para a área de inteligência da polícia.

O ministro e o governador realizaram uma das reuniões mais produtivas desde o início da crise, no início de maio. Fizeram-se acompanhar de autoridades ligadas à segurança nas esferas estadual e federal. Do lado de Thomaz Bastos estavam, por exemplo, o chefão da Polícia Federal, Paulo Lacerda, e o comandante militar do Leste, general Geraldo Carvalho, maior autoridade do Exército em São Paulo.

O ministro da Justiça manteve a oferta de pôr nas ruas de São Paulo homens da Força Nacional de Segurança e do próprio Exército. Mas repetiu que a providência depende de requisição de Lembo. E o governador conservou o mesmo discurso que vem mantendo até aqui: julga o reforço desnecessário.

Lembo evoluiu, porém, num ponto. Perguntou-se a ele se considerava que a situação em São Paulo “está sob controle”. E o governador: “Essa frase eu não uso nunca mais”. A crise, como se vê, já serviu para alguma coisa.

De resto, Lembo disse que São Paulo e Brasília mantêm a colaboração na área de inteligência. E não descartou a hipótese de, “se e quando necessário”, requisitar contingente do Exército. Revelou que passará a manter diálogo direto com o general Carvalho.

O governador também confirmou que São Paulo discute com o governo federal a transferência de presos do PCC para o presídio federal de Catanduvas (PR). Disse, contudo, que não há ainda nenhuma lista de presos sobre a mesa. Por ora não há senão “uma solicitação verbal”…”


SE DESEJAR ler a íntegra do texto, pode fazê-lo acessando a página do jornalista na internet, no endereço http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/.

SE DESEJAR ler outras reportagens sobre a “guerra civil” paulista, pode fazê-lo acessando a página específica acerca do tema, no Portal Terra, no endereço http://noticias.terra.com.br/brasil/guerraurbana/.

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