É cada vez menos provável um acordo entre as correntes petistas

Faltam pouco mais de 72 horas. E poucos, entre os petistas com quem conversei, acreditam ainda num acordo capaz de reduzir o número de candidatos a presidente (ou de chapas para o diretório municipal), no pleito interno marcado para setembro. E não é por falta de reuniões, mas pelo desinteresse objetivo em ceder.
      É exatamente isso. As opiniões se encontram tão radicalizadas, que o pessoal parece já estar-se acostumando à idéia de medir forças no voto. Fernando Menezes, Vilmar Galvão e Raul Villaverde, não necessariamente nessa ordem, e cada qual com seus apoiadores (ou seria melhor dizer padrinhos?) têm a conviçcão de que há a necessidade de união. Um deles chegou a dizer, ao colunista, faz pouco mais de 24 horas, que “o ideal seria nos unirmos todos, diante da adversidade que vem de Brasília e deixar para brigarmos dentro de três anos, por exemplo”.
      Pois bem. Essa “moratória” parece que não sairá. A vocação petista é brigar. Com os outros. E consigo mesmos. Acordo? Cada vez mais complicado. E a tendência é que, se (e se, meeesmo) ele ocorrer, será entre o primeiro e um provável segundo turno. Até lá, reuniões, reuniões, reuniões. Sem consenso previsível.
      Ah, nessa briga de “cachorro grande”, os outros três concorrentes apresentados por suas correntes (ou mesmo independente, no caso de um deles) – Cristiano Schumacher, Alfonso Henrique Lautenschlager e Nei Juarez Colombo – dificilmente ultrapassarão a condição de meros coadjuvantes. De luxo, mas secundários.



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