Pimenta se explica em Santa Maria – a entrevista

Como prometido, esta página esteve presente à entrevista coletiva concedida agora há pouco, no Clube Santamariense, pelo deputado Paulo Pimenta. Leia, a seguir, em duas partes, o material coletado por Leonardo Foletto, e por mim editado:
      Pimenta repete o mesmo discurso
      Sentado em uma mesa ao lado do prefeito Valdeci Oliveira (que saiu no meio da entrevista, em função de outro compromisso), cara a cara com os jornalistas, Pimenta manteve se sério e concentrado, repetindo o mesmo discurso de suas declarações pós-renúncia à vice-presidência da CPI da Compra de Votos (do Mensalão).
      O deputado começou falando da situação do PT. Defendeu a expulsão de todos os envolvidos em denúncias de caixa 2 e repetiu que não acredita que esse esquema tenha sido usado “apenas na campanha de Lula e em 98 na campanha do então candidato a governador do PSDB, Eduardo Azeredo, hoje senador. Por que não se falou desse esquema em 2000?”, pergunta Pimenta.
      Com relação ao episódio na garagem do Congresso, Pimenta deu sua versão, aliás, já conhecida). Achou que o carro onde estava o depoente era público, e na ânsia de querer mais informações (a tal lista) e já cansado pelas muitas horas seguidas de depoimento, resolveu entrar. “Não tive a intenção de ter uma conversa “reservada” com (Marcos) Valério“, diz Pimenta. “Queria apenas buscar provas escondidas. Deram uma dimensão desproporcional à situação”.
      No início da entrevista, Pimenta entregou aos jornalistas presentes a lista que, segundo ele, não é apócrifa, e as investigações iniciadas no congresso vão tratar de comprovar isso. “O PSDB quer provocar constrangimento, não quer que chegue até eles” diz o deputado.
      A relação contém a movimentação financeira das empresas de Marcos Valério na campanha de Eduardo Azeredo, do PSDB, para Governador de Minas Gerais em 98, com inúmeros recibos de depósitos, débitos em conta corrente a diversos deputados – a maioria de partidos de oposição ao Governo Federal. No final do documento, há a descrição do valor depositado das contas de Valério para cada deputado.
      Todos esses documentos foram apresentados por Nilton Antônio Monteiro, que fazia parte da executiva da campanha de Azeredo, a dois deputados estaduais do Rio de janeiro, que então repassaram a CPI do Correios.
      Perguntado por que não contou essa história de agora na primeira vez, Pimenta disse que “não queria provocar uma discussão paralela na CPI”. Mesmo fora da Comissão, o deputado disse que vai continuar investigando as denúncias: “O fato de eu não estar mais participando da CPI não significa que diminuí meu interesse nas investigações”, encerra o Deputado.



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