Cuidado: nem juiz de futebol você pode chamar de “ladrão”. Dá, no mínimo, perda financeira

È isso. Você tem vontade de dizer tanta coisa. Para o vizinho, para o político em geral, para o teu patrão. Cuidado, muuuuito cuidado!. Até xingar juiz de futebol pode significar prejuízo. Principalmente se você for um profissional da área.
      Veja só o que aconteceu com um ex-treinador do Atlético Mineiro. Leia a matéria publicada hoje no site especializado “Consultor Jurídico” (www.conjur.com.br)
     
      Marca do pênalti
Técnico de futebol é condenado por chamar juiz de ladrão

O ex-técnico do Atlético Mineiro, Procópio Cardoso Neto, foi condenado a pagar indenização de R$ 25 mil ao árbitro de futebol Juliano Lopes Lobato. Motivo: o técnico chamou o árbitro de ladrão em entrevista à imprensa. A decisão é do juiz da 4ª Vara Cível de Belo Horizonte, Jaubert Carneiro Jaques. Cabe recurso.

Segundo os autos, a ofensa foi feita depois de uma partida entre o Atlético Mineiro e o Valériodoce, pelo campeonato mineiro deste ano. O árbitro marcou um pênalti contra o Atlético. Depois da partida, o técnico, em entrevista à imprensa, chamou o árbitro de ladrão.

Três meses depois da partida, o Atlético foi eliminado da final do campeonato. O técnico voltou a acusar o juiz e dizer que aquele pênalti foi crucial para a desclassificação do time. O árbitro entrou com ação judicial.

Em sua defesa, o Atlético Mineiro alegou que “são comuns, no meio futebolístico, críticas dirigidas aos árbitros, atletas e treinadores”. Afirma que a atuação do árbitro foi muito criticada pela população e, inclusive, o erro foi assumido logo após o jogo. Disse que a ofensa não foi dirigida ao árbitro, mas à sua atuação no jogo.

A Justiça acolheu o pedido de indenização. Segundo o juiz — de Direito — o caso em questão “não trata de um desentendimento causado no furor do momento, mas sim, de uma acusação grave, posterior, publicada e destituída de qualquer comprovação. Ademais, como o próprio clube confirma, o árbitro retratou-se publicamente, o que leva a crer que a marcação do citado pênalti não passou de um equívoco”.



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