Vale tudo pelo poder. Disputa por cargos no Senado e Câmara se transforma em Deus-nos-acuda
Há alguns critérios, sejam eles por conta dos regimentos internos da Câmara dos Deputados e do Senado ou por obra e graça da tradição do parlamento. E funcionam, normalmente. Isto é, funcionavam. De repente, verifica-se uma disputa de incomum apetite em torno das presidências das comissões permanentes das duas Casas do Congresso Nacional.
Por que isso acontece é mais ou menos óbvio: cardeais querendo postos em que o poder pode ser exercido, seja ele no varejo ou no atacado. Há, porém, uma conseqüência imediata, com a indefinição deste início de período legislativo. Como conta Mário Coelho, em reportagem do sítio especializado Congresso em Foco, essa disputa política está travando o trabalho no Parlamento. Confira:
Guerra por comissões trava o Congresso
Disputa acirrada no Senado paralisa o plenário e ameaça adiar votações para depois do Carnaval. Na Câmara, indefinição fica por conta do racha entre tucanos
Dez dias após a eleição das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado, a guerra entre os partidos pelo comando das comissões permanentes emperra o trabalho de deputados e senadores e aponta para um cenário de paralisia legislativa. A falta de acordo sobre a distribuição dos colegiados reflete as articulações que desembocaram na eleição dos peemedebistas Michel Temer (SP) e José Sarney (AP).
A situação é mais delicada no Senado, onde a disputa pelas 11 comissões já trava as votações em plenário e ameaça se estender por mais três semanas. O principal foco de atrito é a Comissão de Relações Exteriores (CRE), reivindicada tanto pelo PTB quanto pelo PSDB. Já na Câmara, o cenário caminha para um desfecho até a próxima terça-feira (17), prazo estabelecido por Temer para que os partidos se acertem.
Senadores ouvidos pelo Congresso em Foco avaliam que o grupo de Sarney prometeu mais cargos do que poderia entregar e apostou todas as fichas na manutenção do bloco que elegeu o ex-presidente da República. Entretanto, de lá pra cá, o que se viu foi o DEM mudar de direção rumo ao PT e ao PSDB na escolha das comissões.
Por causa do impasse, o vice-líder dos tucanos Alvaro Dias (PR) anunciou ontem (11) que o PSDB só vai apreciar proposições em plenário após um entendimento entre as bancadas. Os senadores chegaram a cogitar um encontro para tratar do assunto, o que acabou não ocorrendo…
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SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui, se desejar, também outras reportagens produzidas e publicadas pelo sítio especializado Congresso em Foco.





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