Pacto pelo Estado? Muuuito improvável. Ou não?

Agenda Estratégica, proposta por lideranças empresariais. Pacto pelo Rio Grande, lançado pela Assembléia Legislativa. Consenso? Aparentemente impossível. Já escrevi sobre isso, no domingo, 21 (vai ao calendário e releia, para entender melhor, ”Rio Grande está falido. Efeaelideó. F-a-l-i-d-o. E, ainda assim, o consenso é algo improvável”).

E a cada dia a idéia se consolida: mais que improvável, qualquer das idéias está fadada ao insucesso. E por uma razão bastante singela: além de empresários e políticos não se entenderem, agora são os poderes do Estado que se chocam. É o que se deduz de reportagem, assinada por Iara Lemos, que o jornal Zero Hora está publicando na sua edição desta terça-feira. Dê só uma olhada, e vê se este repórter não tem razão:

”Poderes rejeitam tese de Záchia
O presidente da Assembléia sugeriu durante encontro do projeto Pacto pelo Rio Grande que Legislativo, Judiciário e Ministério Público aceitem reduzir seus orçamentos para ajudar o Estado

Uma proposta tirada da cartola pelo presidente da Assembléia Legislativa, Fernando Záchia (PMDB), ontem, surpreendeu os representantes do Judiciário, do Mistério Público Estadual (MP) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Záchia quer que os poderes ajudem o Estado a quitar as dívidas que assombram o governo.

A proposta foi lançada ao final de uma reunião do movimento Pacto pelo Rio Grande, projeto da Assembléia que visa a encontrar soluções para a crise econômica e financeira do Estado. Depois de deixar que os representantes dos poderes apresentassem suas idéias, o deputado lançou a proposta. E não deu tempo para o debate.

– Se olhar com cuidado para os poderes, tenho certeza de que é possível ajudar o Estado a quitar as dívidas. Todos têm de assumir essa responsabilidade – disse Záchia.

Proposta de deputado foi rejeitada por Judiciário

O deputado sugere que cada poder contribua com o percentual equivalente ao que recebe do Estado. Em 2005, a Assembléia recebeu 2,7% da receita líquida (R$ 339,48 milhões), excluída a dívida pública. Pela proposta, se o Estado tiver dívida de R$ 1,8 milhão, por exemplo, a Assembléia contribuiria com 2,7% do valor total da dívida.

– O Estado vem gastando uniformemente mais do que arrecada. Há um desequilíbrio das contas do qual não se absolve nenhum governante nos últimos anos – disse o secretário de Coordenação e Planejamento, João Carlos Brum Torres.

O vice-presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Vasco Della Giustino, foi um dos que mais criticaram a idéia. Na sua explanação, ele falou das dificuldades que impedem a contratação de mais servidores. O Judiciário é o…”


SE DESEJAR ler a íntegra da reportagem, pode fazê-lo acessando a página do jornal na internet, no endereço www.clicrbs.com.br/jornais/zerohora/



Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *