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Você ainda lembra quem levou seu voto em 2002?

É provável, muito provável aliás, que a resposta à pergunta do título acima será “Não”. Mas isso não é motivo de desconsolo, necessariamente: a falta de memória sobre o destino do voto para deputado federal é um fenômeno nacional, conforme pesquisa feita por um professor da Universidade Federal Fluminense, de Niterói, Rio de Janeiro – e que mereceu destaque em reportagem publicada nesta segunda-feira, pelo jornal Zero Hora.

Segundo a pesquisa objeto da matéria, 71% dos eleitores não lembram em quem votaram para deputado federal, no pleito que aconteceu há 3 anos e meio. Por que isso acontece? A resposta mais provável, segundo o pesquisador, o cientista político Alberto Carlos Almeida, é que você vota na pessoa, e não no partido. É possível, muito possível. Em todo caso, confira a reportagem, e reflita:

”Sete em 10 eleitores não lembram voto
Pesquisa mostra que o eleitor começa a esquecer o nome de seus candidatos dois meses após o pleito

Se confiarem apenas na memória, os brasileiros correm o risco de dar mais um mandato para parlamentares envolvidos em mensalinhos, mensalões ou até com a recente máfia das ambulâncias. Uma pesquisa mostra que 71% dos eleitores esqueceram em quem votaram para deputado federal quatro anos antes.

O estudo foi feito pelo cientista político Alberto Carlos Almeida e publicado no livro Reforma Política: Lições da História Recente. Para o professor da Universidade Federal Fluminense, o esquecimento é uma explicação para a reeleição de maus deputados. Quem não se lembra em quem votou não pode fiscalizar seu representante, argumenta ele.

De acordo com a pesquisa, dois meses após a eleição, 28% já não se recordam de seu candidato a deputado federal e 30%, em quem votaram para deputado estadual. Almeida mostra que o esquecimento diminui à medida que aumenta a escolaridade. Mas, mesmo entre as pessoas com nível superior, 53% não se lembram do voto para deputado federal.

Outros fatores, portanto, pesam no resultado. Para Almeida, o principal deles é o sistema eleitoral, no qual o eleitor é induzido a votar em indivíduos e não em partidos, sendo obrigado a escolher um nome entre centenas. O brasileiro, embora menos escolarizado do que o britânico, é mais exigido na hora de votar. Na Grã-Bretanha, um voto forma todo o governo. No Brasil, serão necessários cinco votos em 2006.

Almeida sugere que o país adote o sistema proporcional com voto em lista. Isto significa que o eleitor votaria no partido e não em pessoas.

– É muito mais fácil lembrar o partido. São centenas de candidatos, mas apenas uns poucos partidos grandes. Uma parte grande do eleitorado tende a…”


SE DESEJAR ler a íntegra da reportagem, pode fazê-lo acessando a página do jornal na internet, no endereço www.clicrbs.com.br/jornais/zerohora/

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