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Emoção, críticas e defesa da universidade pública, na posse da nova direção da Sedufsm

Com o auditório da sede da entidade completamente lotado de professores, autoridades e familiares dos dirigentes, aconteceu na noite desta segunda-feira, Dia dos Namorados, a posse da nova diretoria da Seção Sindical dos Docentes da UFSM. O que não faltou, na palavra de todos os que a usaram, foi emoção. A começar pelo presidente que sai, Carlos Pires (que não escondeu furtivas lágrimas), passando pelo que entra, Diorge Konrad (que não esqueceu da esposa e namorada, Gláucia), incluindo também o reitor Clóvis Lima (um dos fundadores da entidade, no fim dos anos 80 do século passado).

A par da emoção, sobrou também a defesa intransigente da universidade pública, gratuita e de qualidade, além de estatal. Confira, a seguir, a propósito da solenidade, em que também não faltaram críticas à Reforma Universitária proposta pelo governo, o relato de Fritz Nunes, da assessoria de imprensa da Sedufsm, distribuído aos veículos de comunicação:

”Solenidade de posse da nova diretoria marcada pela ‘emoção’

Uma solenidade de posse da nova diretoria da Seção Sindical dos Docentes da UFSM e do Conselho de Representantes marcada pela emoção. Esse foi o tom do evento ocorrido na noite desta segunda, 12, no Auditório da SEDUFSM, que contou, entre outros, com a participação do presidente eleito do ANDES-SN, professor Paulo Rizzo, e do reitor da UFSM, professor Clovis Lima. O primeiro a discursar para um auditório lotado foi o presidente que recém deixou a direção da SEDUFSM, professor Carlos Pires. Entretanto, já nas primeiras palavras a voz ficou embargada. Ele se disse agradecido a todos aqueles que foram solidários com a diretoria presidida por ele. “Me sinto satisfeito por termos criado espaços para todos aqueles que tinham interesse em defender a categoria docente e, que o fizessem pela participação no sindicato.” Pires deixa uma gestão que iniciou em 2004 e que encabeçou ações ousadas e difíceis como as discussões do “Repensar a Universidade” e também a Consulta Eleitoral em 2005, com a participação com pesos iguais de todos os segmentos da universidade.

Representando os 12 conselheiros titulares e os cinco suplentes, o professor do departamento de História, Joél Abilio Pinto dos Santos lembrou que pertence à “ velha geração de sindicalistas que têm muito a nos dizer.” Destacou de forma enfática as qualidades do presidente da SEDUFSM que assumiu há pouco, Diorge Konrad, que também pertence ao curso de História da UFSM. Para Joél, Diorge, “amigo e companheiro”, representa a “súmula da política”. O conselheiro fez citações de Albert Camus, segundo o qual “não devemos ter medo de ser feliz.”

‘CONSTRUÇÃO COLETIVA’ Em seu discurso, o presidente da SEDUFSM, professor Diorge Konrad, destacou trechos do panfleto de campanha em que é ressaltada a necessidade da universidade ser “autônoma e democrática”. Falou sobre a importância de o sindicato fazer contraponto aos discursos “individualizados e privatizantes”. Para Konrad, o grupo que assume a direção da seção sindical é de “continuidade e renovação.” Acrescentou ainda que o sindicato é uma “construção coletiva” e, que, o grande sonho a ser buscado é a “universalização do acesso ao ensino superior.” No desfecho de sua intervenção, Diorge Konrad homenageou a sua “companheira” de muitos anos, a historiadora e arquivista Gláucia Ramos Konrad.

CRÍTICAS AO GOVERNO

O tom mais enfático de críticas ao governo federal foi dado pelo atual vice-presidente do ANDES-Sindicato Nacional e presidente eleito, que toma posse no dia 29 de junho, professor Paulo Marcos Borges Rizzo. Depois de enaltecer com bom-humor que a posse estava sendo efetuada no Dia dos Namorados, o dirigente do Sindicato Nacional destacou aspectos polêmicos como o projeto de Reforma Universitária enviado pelo governo ao Congresso.

Segundo Rizzo, o projeto é “inócuo”, pois várias das medidas que constam do projeto já vinham sendo implantadas através de outros mecanismos, como é o caso do Programa Universidade para Todos, o programa de inovação tecnológica, entre outros. Sobre a expansão das Instituições Federais de Ensino Superior, o presidente eleito argumentou que o sindicato não é contra. Porém, enfatizou ele, “queremos uma expansão com qualidade, o que não está ocorrendo, pois há uma apropriação de vagas antigas que estão sendo remanejadas para instituições novas, precarizando aquelas universidades que necessitariam dessas vagas que estavam abertas.”

O reitor da UFSM, professor Clovis Silva Lima, também reservou farpas à reforma universitária. Segundo ele, houve grande “frustração” pela forma como foi encaminhado o projeto pelo governo. Lima concluiu que foram dois anos de discussão praticamente sem resultados, a partir do que se depreende do conteúdo do projeto governamental. “Houve claramente um retrocesso”, afirmou taxativo. Entretanto, sem querer polemizar mais, o reitor da UFSM amenizou o discurso. Destacou, contudo, que o objetivo que une sindicato e Administração é a “preservação da universidade pública, gratuita, de qualidade e estatal”.

ESPELHO DOS SINDICATOS

Para o secretário de Educação de Santa Maria, professor Pedro Maboni, que representou o prefeito Valdeci Oliveira na solenidade, qualificou a SEDUFSM como “um espelho” para os demais sindicatos de Santa Maria. Parabenizou ao presidente que deixava o cargo, professor Carlos Pires, que, segundo ele, “é um exemplo de como se pode lutar em dias difíceis.” Encerrou falando que deseja que “a SEDUFSM continue sendo referência nas lutas do dia a dia”.

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