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A ilha. E o mundo enfim descobre que Fidel não é de ferro. O “Comandante” fora de combate

Fidel Castro, o mais longevo dos líderes latino-americanos, transferiu o poder em Cuba ao seu irmão, Raul Castro. A CNN, citando a própria televisão cubana, informou que o presidente sofreu uma cirurgia que não é das mais simples, para desobstrução dos intestinos. E agora? Enfim, descobre-se que o “comandante” também é humano. E que, como todos, padece. Principalmente porque não é mais criança: fará 80 anos em 13 deste mês de agosto.

A notícia foi divulgada no final da noite desta segunda-feira e, logicamente, os analistas se põem em campo. Primeiro, para descobrir, afinal de contas, qual a gravidade real da doença que acomete Fidel. E, depois (ou ao mesmo tempo), especulam como será Cuba numa eventual (e um dia acontecerá, enfim) falta do “comandante”.

Esta página traz, a seguir, duas contribuições. A primeira de Josias de Souza, do jornal Folha de São Paulo, que fala da “encrenca das grandes”, que parece ser a doença do líder cubano. E, a segunda, do jornalista Ricardo Noblat, que em sua página na internet, avança na análise sobre os tempos pós-Fidel. Confira Josias e Noblat:

”Fidel Castro flerta com o paredão do tempo

Má notícia para os camaradas do governo e do Congresso que planejam ir a Cuba para celebrar, em 13 de agosto, os 80 anos de Fidel Castro. Na bica de repartir o bolo, o companheiro-ditador desceu ao estaleiro. E lá deve permanecer por “várias semanas”, informou o governo de Havana.

Embora não dê nome à doença que levou Fidel ao leito, o comunicado oficial pinta a encrenca com cores fortes. Informa que o presidente cubano sofreu “uma crise intestinal aguda, com sangramento insistente”. E submeteu-se a “uma complicada intervenção cirúrgica” no intestino. Confiou o governo temporariamente ao irmão Raúl Castro.

Em suas aparições públicas, Fidel esforça-se para exibir lepidez. A tática, porém, é desafiada pelo corpo, tão impregnado de cronologia que parece flertar com o paredão do tempo. Ainda assim, Fidel recusa-se a debitar o contratempo à idade. “Dias e noites de trabalho contínuo, sem sequer dormir, fizeram com que a minha saúde, que resistiu a todas as provas, fosse…”


SE DESEJAR ler a íntegra do texto, pode fazê-lo acessando a página do jornalista na internet, no endereço http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/.


”O que virá depois de Fidel

Há mais de uma década que se debate discretamente em Cuba a sucessão do presidente Fidel Castro.

Quando estive lá pela primeira vez no final dos anos 80 acompanhando o então ministro brasileiro das Relações Exteriores Abréu Sodré, ouvi diplomatas de vários países em uma recepção no Palácio da Revolução se indagarem baixinho como ficaria Cuba depois de Castro.

Pela Constituição, Raúl, irmão de Castro, será o sucessor dele. Mas o mais provável é que ele não exerça o poder sozinho. Não como Castro exerceu até agora. Primeiro porque Raúl não tem o carisma de Castro, embora esteja ao lado dele desde o início da revolução cubana. Segundo porque Castro é Castro.

Não haverá ninguém que possa sozinho substituí-lo.

No último dia 4, o Partido Comunista de Cuba anunciou novas medidas para “fortalecer” sua influência na sociedade cubana. Foi renovado o Secretariado integrado por 12 membros, dois deles Castro e Raúl, e os demais de uma geração mais jovem, embora experiente…”


SE DESEJAR ler a íntegra do texto, pode fazê-lo acessando a página do jornalista na internet, no endereço www.noblat.com.br.

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