Caso do Dossiê. Não há qualquer dúvida: uma coisa, sim, é uma coisa. Já outra coisa é…

Nenhum cidadão consciente deste país tem dúvida: comprar dossiês, a que preço seja, para tentar envolver um adversário com escândalo não é recomendável a uma boa prática política. Inclusive porque, se o caso for de polícia, quem tem que tratar disso é a polícia.

Portanto, por mínimo que seja, o prejuízo para o Partido dos Trabalhadores, que teve militantes graduados (ou supostamente graduados, ao menos) nesse forrobodó da documentação que comprometeria o candidato ao governo paulista, José Serra, do PSDB, tem que ser devidamente punidos pela Justiça e, claro, com o respaldo da opinião pública.

No entanto, o que também não pode ser deixado de lado é o conteúdo do tal dossiê. Setores oposicionistas, inclusive do PSDB, segundo li dos melhores analistas e repórteres citados na internet, estão avançando o quanto podem nas acusações ao PT (no que fazem corretamente, afinal, se trata de política), mas já se mostram preocupados com uma repercussão nem tão secundária assim: José Serra esteve mesmo na tal entrega de ambulâncias no Mato Grosso e confraternizou com sanguessugas e com os próprios Vedoins.

Por conta disso, acabará sendo investigado pela CPI da Câmara dos Deputados. Quem disse isso foi o mais que insuspeito Fernando Gabeira, parlamentar carioca que reconhece ser impossível desconhecer o fato que, portanto, merece investigação.

Aliás, nesse ponto, o deputado dos verdes vai ao encontro do que pensa o próprio governo. É o que se deduz da reportagem assinada por Ricardo Amaral, jornalista em Brasília da agência de notícias britânica Reuters, citando o ministro das Relações Instituicionais, Tarso Genro. Veja:

”Lula quer apurar dossiê “nos dois sentidos”, diz Tarso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer que a Polícia Federal aponte quem tentou comprar ilegalmente um dossiê que tenta ligar o ex-ministro José Serra à máfia dos sanguessugas, e também esclareça o conteúdo das informações do suposto dossiê.

A informação foi dada a jornalistas nesta terça-feira pelo ministro das relações Institucionais, Tarso Genro, depois de falar por telefone com Lula, que está em Nova York. Genro disse que a candidatura Lula não pode ser impugnada, como quer a oposição, e que o escândalo não compromete a governabilidade.

“Dizer que isso pode inviabilizar o mandato do presidente, é uma bobagem golpista, que não tem nenhum fundamento jurídico, constitucional, é um oportunismo delirante de pessoas que estão perdendo sua liderança política e as eleições”, afirmou o ministro.

“O presidente que for eleito, seja o Lula, seja o (Geraldo) Alckmin, vai ser eleito e vai governar. Até agora, tudo indica que vai ser o presidente Lula”, acrescentou. Ex-presidente do PT, Genro cobrou esclarecimentos do partido sobre o envolvimento de funcionários do PT no caso. “Não é possível que as explicações sejam sonegadas e isso cause algum reflexo ao…”


SE DESEJAR ler a íntegra da reportagem, pode fazê-lo acessando a página da Agência Reuters na internet, no endereço http://br.today.reuters.com/news/.



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